quinta-feira, 25 de maio de 2006

Novo Reality Show inspirado no País

Juntando tudo que tem rolado, na Tv, nos jornais, nas ruas, pensei em criar um reality show que fosse a metonímia da zorra total, não do programa mas da real situação do país.

Partiria do confinamento, no estilo Big Brother.

Na casa eu reuniria 2 senadores da república, 5 deputados federais, 4 estaduais, 3 vereadores, um sargento da PM, um coronel do exército que esteja na reserva, um jornalista político, um analista econômico, um apresentador de TV, dois empresários, um do comércio e outro da indústria, 2 mulheres maravilhosas, um garotão sarado mas apenas relativamente esperto e 4 pessoas do povo sem específicas habilidades. É evidente que entre os políticos haveria homens e mulheres e é óbvio que seriam representantes de vários estados do país e de diferentes legendas. Mas não mais do que 5.

A casa seria grande. Mas não muito grande pois criar um certo desconforto é desejável em qualquer reality.

A entrada dos participantes na casa já seria algo interessante de se ver. Duvido que o coronel venha a se manifestar com "U-HU" ou "I-HA". As lindas mulheres, o garotão e os representantes não políticos do povo, certamente o farão. Nesse momento também será interessante ver a reação dos políticos, posto ser de bom tom manifestar cumplicidade, identificação com os eleitores.

Nada na casa aconteceria sem que um projeto fosse elaborado e levado a votação. Nada mesmo. Na casa não teria luz, água, comida, segurança ou qualquer tipo de entretenimento.

O apresentador do programa, o Bial da vez, no primeiro programa já daria a eles um número. Sim. Um orçamento. Uma verba que deverá durar 100 dias. Se a mesma será utilizada em alimentação, energia ou entretenimento, os participantes irão decidir. E o que vale aqui, valerá ali. A qualquer momento o apresentador poderá criar novas regras tipo: vocês optaram pela energia eólica, mas ela acaba de ser taxada. No momento de deliberar sobre investimentos na segurança, a produção do programa diria: armas ou livros?

Imaginem os debates. "O bandido entra aqui e eu faço o quê? Mando a enciclopédia na cabeça dele?" E toda vez que a verba for ultrapassada, será possível requisitar um empréstimo, mas vai sobrar para alguém da casa. Toda vez que isso vier a acontecer, alguém será eliminado. E como maldade adicional, quem decide por essa eliminação não é o telespectador, mas os participantes da casa. A maldade é simples de ser percebida.

Qualquer que seja a decisão, elá trará consequências.

Haveria o líder e haveria o participante que gozaria de imunidade.

As provas para decidir a liderança seriam as mais variadas possíveis. Teríamos desde a invasão dos jardins da casa por um grupo de Sem-Terra, o que obrigaria os participantes a decidirem sobre a melhor maneira de enfrentar a situação, até um concurso de danças temático tipo: como você reagiria se o seu coleguinha fosse absolvido em um processo cabeludo?

Quiz show, claro! Quantas horas um trabalhador que ganha três salários precisa trabalhar para comprar um Jeep Cherokee?

Teríamos o confessionário e acrescentaríamos o palanque, a tribuna e um palco.

Votações, só abertas. Que maldade, heim?

Posso estar errado, mas não seria fascinante ver essa turma se articulando, fazendo mil e umas para permanecer na casa e transformá-la em um lugar digno para se viver?

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Pesquisa traça perfil do internauta brasileiro

Uma pesquisa feita pelo Ibope e pela Kantar Media Research, divulgada nesta quarta-feira, conseguiu levantar o perfil do internauta brasileiro. Por exemplo, constatou-se que mais da metade dos brasileiros com renda superior a R$ 4.500 têm o costume de acessar a internt todos os dias. E o mesmo se pode dizer dos pós-graduados do país. Outra coisa que ficou clara foi que a internet reúne tanto a nata econômica como a intelectual do Brasil. Esse universo representa cerca de 11% da população brasileira.
Entre os usuários diários, 51% têm TV paga, 63,9% lêem jornal, 76,5% são leitores de revista e 84,1% ouvem rádio. Também percebeu-se que durante os últimos meses, cerca de 21,5% compraram um carro e 25,9% adquiriram um computador.
Essas particularidades fazem do brasileiro o líder mundial de tempo de navegação, com média de 19 horas e 26 minutos por mês, à frente dos japoneses (18 horas e 7 minutos) e franceses (17 horas e 50 minutos).
Vírgula News

domingo, 21 de maio de 2006

Dois dias de uma linha racional bem desequilibrada

Não sei se vocês conhecem aquele gráfico sobre a personalidade. Conheci ela numa das aulas de filosofia, enquanto discutíamos a mente e aquelas coisas do tipo "psico". Bem, o desenho é formado por duas linhas, uma reta na horizontal, e outra curva -- também horizontal -- que oscila entre os dois lados da reta. A reta representa a razão, e a curva a emoção. A conclusão é a seguinte: para sermos saudáveis e felizes precisamos buscar o equilíbrio das duas, ou seja, conciliar razão e emoção para que nenhuma prevaleça à outra. Há, num final de semana como esse acho que até minha razão ficou em forma de gaita.
Sábado teve a esperada festa à fantasia, comentada e combinada. Depois de muitas voltas em busca da fantasia, o elenco ficou assim: eu de fotógrafo, Lela de Lindinha, Juli de Florzinha, Gabí de Docinho, Jú de forasteira, Beto de Pânico e Vivi de mágica.
Início de festa já não é nenhuma novidade. Horas e locais trocados de última hora, e pra variar fico esperando lá na frente do clube. E como isso é desagradável. Sem detalhes, mas na lista de coisas que quero, "ficar esperando na frente do clube enquanto o resto da cidade está com os amigos" tá bem no final. Caramba sempre tenho que reclamar disso!
Lá dentro tava tudo certo. Músicas boas no geral, toda a galera dançando e talz. E aquele estúpido pensamento começa a me atormentar -- e é incrível como tudo ajuda, a música, as pessoas, o clima -- e aquele empolgamento e alegria já não eram mais os mesmos. O que é uma pena. Mesmo assim consegui me divertir, estava determinado a ter uma boa festa. Até que o pensamento foi maior, fui lá e... mudei de assunto. Pode rir, diz aí "Funxo, que burro!". As coisas não são tão simples assim. Aquele turbilhão de pensamentos (e possíveis respostas) me deixa meio desorientado. E já acontece o previsível, eu sabia que neste domingo de noite eu estaria lamentando essa fuga (só não imaginava que estaria fazendo isso no blog, mas vá lá).
Isso foi pior do que levantar hoje de manhã pra ir à missa solene da Romaria. Sabe, nem foi tão difícil, e vale a pena, não fui lá à toa. E de tarde dormi muito.
Mais uma segunda chega, com mais uma semana cheia.
Vem vambora, que o que você demora é o que o tempo leva

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Os políticos brasileiros mudaram; o Brasil não

A entrevista do governador de São Paulo, do PFL, criticando a maldade da burguesia paulista - que reclama da violência e da situação do Brasil enquanto degusta uma dose de conhaque a R$ 900 - é um choque de difícil recuperação para uma expatriada há seis anos fora do País.

O PFL reclamar da burguesia não se encaixa na lembrança do que é o Brasil e a política brasileira. Esse discurso não teria que ser do PT? Não, o PT no governo não diz mais essas coisas, é isso? E o PSDB, que tem a social democracia no nome? Também não, o candidato não é aquele que a mulher teria recebido 400 vestidos para uma obra de caridade nunca registrada e que disse que o PCC estava acabado?

Será que os políticos brasileiros mudaram ou são diferentes as expectativas de quem em poucos anos fora se acostumou a ver os governantes assumirem as responsabilidades inerentes às funções que ocupam?

As bombas do atentado de 7 de julho de 2005 em Londres mataram 52 pessoas, mas em poucas horas, antes mesmo que fosse possível contar os mortos, o primeiro-ministro e o prefeito foram à TV prestar contas à sociedade sobre o que estava sendo feito e o que se podia esperar deles a partir dali.

Na tragédia que vem sendo vivida em São Paulo, pelo menos daqui, pela internet, não se vê as autoridades prestando contas nem assumindo suas responsabilidades. O que se vê é um festival de acusações. Uso eleitoral, falta de educação que deveria ter sido oferecida por governos anteriores, ineficiência do atual governador, herança do que saiu dizendo que o problema estaria resolvido e por aí se vai.

Também deve ser por conta desses anos fora que fica mais clara e mais chocante a percepção da enorme concentração de renda no Brasil. Ao fim de um jantar, a burguesia, como chama o governador pefelista, saboreia doses de conhaque a um preço equivalente a 2,5 vezes o salário mínimo cada uma. Quantos salários mínimos custa o jantar?

Na Grã-Bretanha, 5ª maior economia do mundo, com uma renda per capita de US$ 30,9 mil, os sinais exteriores de riqueza são raros. Poucos têm Rolls Royce, parte do orgulho e tradição do país. Um número menor ainda têm uma Ferrari, mesmo quando o problema não é dinheiro. Não é por medo de assalto. É que aqui, a ostentação do luxo é restrita a alguns poucos exibicionistas do mundo das celebridades e vista até com certo arquear das sombrancelhas e contração do lábio superior.

No "The Fat Duck", o melhor restaurante do país e que tem três estrelas do Michelin, o jantar com vinho sai por 130 libras. Caro, mas equivalente a menos de 25 horas de trabalho de quem ganha salário mínimo na Grã-Bretanha.

Provoca espanto a descoberta de que em alguns países as casas têm dependência de empregada! "Será resquício do apartheid?", perguntava, desistindo do negócio, um casal levado a África do Sul pelo programa de TV que semanalmente ajuda os britânicos a comprarem casas em países ensolarados.

De manhã no metrô viajam pessoas de alto, médio e baixo salário, mas as faixas de renda não são muito óbvias.

O Partido Trabalhista de Tony Blair só chegou ao poder depois que foi para o centro, dizem os críticos. Pode ser, mas o governo é julgado por suas ações em favor do bem comum, como os resultados dos pesados investimentos para recuperar o Sistema Nacional de Saúde ou a educação depois de anos de escassez vivida nos governos conservadores. Talvez porque até mesmo muitos dos que vivem no vértice da pirâmide são atendidos no sistema nacional de saúde e vão às escolas públicas.

Nessa sociedade mais justa, os privilégios da burguesia e da classe média também são menores, se comparados aos usufruidos no Brasil. Mas em compensação, as janelas das casas não têm grades, os adolescentes pegam ônibus para a escola e entre os adultos, ninguém tem medo de uma caminhada a pé depois do jantar.

Maria Luiza Abbott, Terra Magazine

Malhação Vs. Rebelde - Qual é o melhor?

Bom, num pequeno tempo de folga - melhor dizendo: um tempo em que eu não quero fazer nada - comecei a passear pelo infinito www procurando sites de conteúdo, conhecendo tecnologias, vendo boas e ótimas idéias (e péssimas também), exemplos bons e ruins, coisas que todo aspirante a designer faz. Pois bem, em um deles, encontrei uma reportagem bem bacaninha. Talvez esteja meio afeminada, a origem dela é o site da revista Capricho, que fui encontrei quando visitava alguns sites de revistas Abril, e cá entre nós, o site não é brincadeira não, muito bem elaborado. Mas vamos ao que interessa:

Abertura
Malhação: A abertura tem a mesma cara há seis anos: mostra fotos dos atores sorrindo, ao som de Te Levar, do Charlie Brown Jr.
Rebelde: A novela começa com um clipe diferente do RBD por dia. Só depois vem a abertura oficial, com cenas do dia-a-dia do colégio - beijos incluídos.
Malhação 0 x 1 Rebelde

Enredo
M: Apesar de rolarem algumas tramas paralelas, no fundo, todas as temporadas contam a história de um casal de mocinhos que é sabotado por um casal de vilões. Ao final, todos fazem as pazes.
R: A novela se passa num colégio interno para ricos, que oferece bolsa a alunos pobres. A disputa entre classes dá origem até a uma sociedade secreta que quer eliminar os menos abastados. Seis alunos formam a banda RBD.
Malhação 0 x 2 Rebelde

Malhação 1 x 1 Rebelde

Cenários
M: Hoje, a ação se concentra em quatro lugares: o colégio Múltipla Escolha, a lanchonete Gigabyte, a República onde vivem alguns alunos e o Largadão, loja e oficina de skate. Com isso, dá para variar bastante as cenas.
R: O único cenário fixo é a Elite Way School, mistura de escola e hotel (já que é um colégio interno). Muitas cenas são "externas", ou seja, gravadas em lugares como baladas ou no meio da rua, o que deixa o programa dinâmico e realista.
Malhação 1 x 3 Rebelde

Personagens
M: Todo mundo é politicamente correto. Os protagonistas passam boa parte da trama sofrendo (os bonzinhos) ou tramando maldades (os vilões). O humor fica por conta dos coadjuvantes. Todos os personagens são jovens comuns, com quem é mais fácil se identificar.
R: Não existem heróis e vilões tão definidos. Os personagens têm qualidades e defeitos (como na vida real, aliás). Como os protagonistas são integrantes da banda RBD, eles não são jovens como você, mas ídolos famosos, que levam uma vida muito mais interessante.
Malhação 1 x 4 Rebelde

Qualidade de produção
M: Feita pela brasileira Rede Globo, emissora mundialmente conhecida pelo altíssimo padrão de qualidade.
R: Produzida pela mexicana Televisa, mundialmente conhecida pela cafonice. Eles produzem novelas em escala quase industrial - são 16 por ano, enquanto a Globo produz 6. A dublagem em português também deixa a desejar.
Malhação 2 x 4 Rebelde

Malhação 1 x 0 Rebelde

Figurino
M: Cada personagem se veste de acordo com a sua personalidade, muito próximo da vida real, sem pretensão sexy ou fashion. A maquiagem é leve e os cabelos têm aspecto natural.
R: Artificial é a palavra que define o visual dos rebeldes. Cabelos coloridos dão um toque clubber, enquanto decotes e minissaias são supersexy. A gravata (influência roqueira) contribui na imagem de ninfetas. De rebeldes, eles não têm nada.
Malhação 3 x 4 Rebelde

Audiência
M: A temporada atual (a 11ª) mantém entre 31 e 36 pontos no Ibope.
R: A 1ª temporada está no ar desde agosto de 2005 e atinge de 12 a 14 pontos, com picos de 17.
Malhação 4 x 4 Rebelde

Como eu não gosto nem um pouco dessa novela -- grande parte desse desgosto é pela dublagem (yuck!) -- também fui atrás do segredo de tanto sucesso, aliás, dessa obcessão que milhões de pessoas têm no mundo inteiro por esse programa. Eis alguns dos motivos:

  • Rebeldia. Enquanto as tramas brasileiras mostram pais compreensivos e professores descolados, em Rebelde os adultos são sempre chatos e repressores. Assim, sobra espaço para toda a "rebeldia" (ou pose rebelde) da turma da Elite Way School.
  • Figurino e cenas picantes. Não é à toa que a versão mexicana de Rebelde faz mais sucesso do que a original, produzida na Argentina. Os argentinos usam atores mirins e figurino comportado. Bem diferente das minissaias, dos decotes e das cenas de casais rolando no chão que a galera lá do México faz.
  • Uma sociedade secreta. Deu certo no livro O Código da Vinci, e deu certo também na trama de Rebelde. Existe na Elite Way School uma seita disposta a afugentar os alunos menos abastados. Por causa disso, a história ganha um ar de mistério, o que sempre desperta a curiosidade.
  • Uma banda no centro da trama. A fórmula também funcionou na 9ª temporada de Malhação, com a Vagabanda. E Rebelde faz ainda melhor porque o RDB existe fora das telas. Assim, além de assistir à novela, você é "obrigado" a ir aos shows e a comprar os CDs e DVDs - já foram mais de 3 milhões em todo o mundo. Só no Brasil, o RBD vendeu 500 mil cópias de três discos.
  • Letras-chiclete. Sabe aquela letra boa de cantar alto, dando risada com as amigas? Isso os discos do RDB têm de sobra. O refrão "Eu sou Rebelde", por exemplo, cola na cabeça de qualquer um. A versão das músicas em português é obra deCláudio Rabello, que faz o mesmo trabalho para os discos da dupla Sandy & Junior. Ou seja, você pode até achar aquilo tudo um pouco brega, mas não pode negar que sai cantando "Eu sou rebelde" por aí.
  • Uma megaindústria por trás. Para você ter uma idéia, a gravadora EMI (responsável pelos discos do RBD) influiu na escolha do elenco. A parceria da EMI com a Televisa também leva astros pop à novela - até Lenny Kravitz participou. Os produtores também são supercuidadosos com a agenda dos astros, as entrevistas e os mais de 300 produtos já lançados com a marca Rebelde.
  • Realidade ou ficção? Rebelde e RBD se confundem o tempo todo. Não tem como acompanhar a novela e não ficar curiosa sobre a banda ou a vida dos jovens que, convivendo tanto, acabam namorando e brigando entre si.
  • Roteiro agitado. Se você perder um único capítulo de Rebelde, perde muita coisa. Todo dia, a história avança bastante. Num mesmo capítulo, rolam inícios e términos de namoros, brigas entre os pais por diferenças religiosas e perseguições da sociedade secreta. Tudo com bastante choradeira.
  • Buraco na programação. Tirando Malhação (no ar há longos 11 anos), não há opções na TV aberta para jovens. Muita gente acaba assistindo à novela das 7, em geral mais divertida. E foi justamente quando Bang-Bang estreou que Rebelde subiu no Ibope: a audiência dobrou de 7 para 14 pontos. Isso é que é tiro pela culatra!
Sim, eu não tenho o que escrever realmente. Em todo caso, que fique claro, eu NÃO assisti Rebelde, nem curto, mas respeito todo mundo.
Daqui a pouco tem mais coisas, o assunto mudará drasticamente.

quinta-feira, 18 de maio de 2006

ã? semana? onde?

Pois é, já é sexta de novo! Essa semana eu não vi passar, cheio de coisas em função do gênio Mario Quintana e nosso trabalho sobre sua vida, sua obra e seus etc; outras coisas como temas e lições q deixo de fazer em aula; e já é quinta-feira e ainda não decidi com que fantasia vou na festa sábado! somebody help me please!
amanha tambem tem prova de química e eu não estudei quase nada, to fu****...
força Funxo

domingo, 14 de maio de 2006

O que as mães querem?

Um dos grandes teóricos do design moderno, Quim Larrea, na apresentação do livro "Marca", de Francesc Petit, o P da agência DPZ, conta que quando Mao Tse-Tung morreu, os chineses trocaram os uniformes e chapéus militarizados da era maoísta por roupas coloridas, camisetas e bonés de baseball. Lembrei-me dessa citação de Larrea quando comecei a pensar nas campanhas publicitárias para o Dia das Mães. Parece que elas, como as roupas da ditadura maoísta, são todas iguais.

Um fenômeno explicável na acomodação dos criadores das agências, que poderíamos, como Larrea, chamar de "maoização" da publicidade e das marcas.

Explico. As marcas, como construções simbólicas, destinadas a sinalizar para os consumidores as diferenças essenciais entre empresas, produtos e serviços, assumem diante dos consumidores a estatura de pequenos estereótipos.

É fácil entender, quando olhamos as principais campanhas do varejo brasileiro, para esse dia das mães. Por exemplo, da operadora de telefonia celular Vivo e da loja Ponto Frio.

A Vivo, na televisão e mídias impressas, traz Regina Duarte, a eterna "namoradinha do Brasil" - pelo menos da última metade do século XX -, e sua filha, a também atriz Gabriela Duarte, grávida, em um diálogo que recicla o "compre um e leve dois" para a palavra dobro ("você ganha o dobro").

O mesmo faz a publicidade do Ponto Frio, que tem as atrizes Glória Pires e sua filha Cléo Pires, lançada a "nova namoradinha do Brasil" por uma das últimas novelas da Globo. Ah! A C&A tem Daniela Sarayba como chamariz para suas ofertas de celulares e o recado: "sua mãe vai adorar". Vamos conferir.

Vendas novas sobre bases seguras e eficazes dos velhos reclames, que usavam o pobre homem-placa. Hoje, atrizes famosas, como mulheres-placas, transformam todas as mulheres do país em estereótipos pobres e desgastados. A olhar as mensagens para as mamães, vê-se que o varejo trata a mãe como uma figura doméstica, feliz, grisalha, com sua filha bem sucedida, em cenários bregas, floridos, cor-de-rosa.

No Brasil da publicidade não existem negros, índios, mulatos e mestiços. Claro, bolsa família não permite nem sonhar com o conteúdo e a forma das casas e ilhas da revista Caras. O dia das Mães é lembrado também no universo das marcas acessíveis apenas pelas barbies e cujos anúncios retratam as ninfas, mulheres esquisitas e sem história.

E a tirania da mesmice se expressa nos layouts: um grande portrait de página inteira dos cadernos culturais dos grandes jornais, sem nenhum texto. Apenas figura de uma mulher refinada, de expressão indecifrável, dramatizada pelo branco e preto ou envelhecida pelo sépia, tal qual uma Monalisa dos shoppings.

O cardápio publicitário oferece uma propaganda mecanicista, monótona, que nada ou pouco reflete do ambiente social, econômico, político, comportamental e histórico em que vivemos. Qualquer revista feminina trata exaustivamente de temas que falam de uma mulher inserida no mercado de trabalho, cada vez mais provedora, que adia a gravidez, que encontra alegrias além da maternidade.

Diante dessa publicidade para o dia das Mães, é de se perguntar se agências e seus criadores sabem quem são as mulheres brasileiras e o que elas querem?

Paulo Nassar, em Terra Magazine

sábado, 13 de maio de 2006

Bichos Escrotos (Titãs)

Bichos,
saiam dos lixos
Baratas,
me deixem ver suas patas
Ratos,
entrem nos sapatos
Do cidadão civilizado
Pulgas,
que habitam minhas rugas

Onçinha pintada,
Zebrinha listrada,
Coelhinho peludo,
Vão se foder!
Porque aqui na face da terra
Só bicho escroto é que vai ter!


Bichos escrotos, saiam dos esgotos
Bichos escrotos, venham enfeitar

Meu lar,
Meu jantar,
Meu nobre paladar

O que há na internet sobre o dia de horror em Sampa, e outras

Terra Magazine
A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) organizou 63 ataques a bases comunitárias da Polícia Militar e delegacias da Grande São Paulo desde o início da madrugada desta sexta-feira.
Carros da PM foram metralhados, uma delegacia foi atacada por uma granada. Até agora 30 pessoas foram mortas: 11 policiais militares, cinco policiais civis, três guardas municipais (de cidades do interior), quatro agentes penitenciários, um bombeiro e dois civis. Segundo a Secretaria de Segurança do Estado, pelo menos quatro bandidos foram mortos e cinco pessoas ficaram feridas nos ataques.
A represália do PCC ocorreu devido à decisão da polícia de separar o grupo e transferir 765 presos na quinta-feira para o presídio de Presidente Venceslau, no interior do Estado. Os policiais interceptaram uma megarrebelião que seria realizada no domingo organizada por Marcos Camacho, o Marcola, líder da facção. Marcola foi transferido para um presídio de segurança máxima.
O governador de São Paulo, Claudio Lembo, afirmou que sabia que os criminosos poderiam promover ataques aos policias. Disse ainda que, se a PM não estivesse preparada, o número de mortes poderia ter sido maior. Saulo de Castro, secretário de segurança, também afirmou que a polícia estava preparada para o contra-golpe, mas admitiu que "a espinha-dorsal de nossa segurança foi atingida".
Em Viena, o presidente Lula lamentou os ataques, disse que os estados sozinhos não vão conseguir combater o crime e que "o problema da violência no Brasil é que durante 50 anos, quando se falava em investimento em educação, se falava em gasto e aí colocava o dinheiro da educação como para qualquer outra coisa".
O Estado de São Paulo enfrenta 19 rebeliões neste sábado, segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Pelo menos 87 reféns estão sendo mantidos sob poder dos bandidos.

Folha Online
Mais cinco ataques que tiveram como alvos policiais, guardas municipais e agentes penitenciários ocorreram do final da tarde à noite deste sábado, em diferentes pontos do Estado de São Paulo. Desde a noite de sexta (12), foram contabilizadas 63 ações. Elas são consideradas uma resposta do PCC (Primeiro Comando da Capital) à decisão do governo do Estado de isolar líderes da facção. Os ataques deixaram ao menos 30 mortos.
O último ataque ocorreu no início da noite, em São Bernardo (Grande São Paulo). Informações preliminares apontam que uma base comunitária da GCM (Guarda Civil Metropolitana) foi alvejada por homens que seguiam em um carro. Não há informações sobre novas vítimas.
Morreram 11 PMs --três deles não estavam trabalhando--, cinco policiais civis em folga, três guardas em serviço, quatro agentes penitenciários em folga e dois civis --a namorada de um policial e uma possível vítima de bala perdida. Segundo a Secretaria da Segurança, 16 suspeitos de envolvimento nos crimes foram presos e cinco, mortos em confrontos.
Somente na cidade de São Paulo, os criminosos promoveram ao menos 31 ataques: Destes, cinco ocorreram no centro, três na zona norte, dois na zona oeste, oito na zona sul e 13 na zona leste.
Segundo o governo, as ações também ocorreram na Grande São Paulo --dois em Guarulhos, um em Santo André, um em Jandira e um em Jundiaí--, no litoral --dois no Guarujá e um em Cubatão-- e no interior --Araras, Campo Limpo Paulista, Itapira, Mogi Mirim, Ourinhos, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santa Bárbara d'Oeste e Várzea Paulista.

Reação
Os ataques começaram após uma megaoperação do governo paulista que transferiu 765 presos que integram o PCC na recém-reformada penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km a oeste de São Paulo), na quinta-feira (11), com a intenção de isolá-los.
Na sexta (12), oito homens apontados como líderes do PCC foram levados para o Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), na zona norte de São Paulo. Entre eles estava o líder da facção, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola.

Neste sábado, o governador Cláudio Lembo (PFL) disse que o governo sabia, na quarta (10), que as transferências trariam "conseqüências". "Pensamos em todas as possibilidades e também nos riscos que nós poderíamos correr. Mas era preciso combater o que estava ocorrendo e acontecendo."
"Nós não estamos com bravatas nem com timidez. Estamos com a segurança de quem cumpre a lei e o Estado de Direito", disse o governador.
O comandante-geral da PM, coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, afirmou que a corporação estava em alerta, com equipes de prontidão, para possíveis reações. "Acreditamos que o número de mortes, inclusive, foi bem menor se não tivesse esse tipo de alerta", disse.
Em entrevista que contou com a cúpula da Segurança no Estado, o secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, descartou uma possível falha do governo na estratégia de isolar a liderança do PCC.
"Acho que a medida que o governo tomou era necessária, ainda que tenha ocorrido esta resposta, porque o governo tem que agir, tem que cumprir a lei e ser firme em suas ações."

Presídios
Na sexta, enquanto líderes da facção estavam no Deic, presos iniciaram rebeliões na penitenciária 1 de Avaré e na penitenciária de Iaras, ambas no interior.
As ações criminosas ganharam proporção e os motins se espalharam, neste sábado, para outras 21 penitenciárias e CDPs (Centros de Detenção Provisória) do Estado. Das 23 unidades, 18 permaneciam rebeladas às 21h deste sábado. Há reféns.

Bom, triste dia para os paulistanos, que experimentaram atos de violência gratuita como há tempos não se via. E a organização dos bandidos, que vergonha, eles estão mais organizados do que a polícia, do que o governo, do que todos. Resta ao povo inocente perder pais, filhos, irmãos, e ficar cada vez mais alerta, cada vez com mais medo.

Já aqui em Serafina Corrêa, o dia foi bem mais calmo, mas nem por isso 100% feliz. O mau humor toma conta de mim, e a revolta me faz querer fugir, como já aconteceu outras vezes. Espero que um Acústico MTV me enterta, ou um episódio de Lost, porque Altas Horas hoje o sono não deixa.

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Passando rápido

Oi, to postando aqui só mesmo porque tenho coisa boa pra contar -- se não estaria na cama, durmindo. Hoje foi com certeza um dia especial: a turma 220 se reuniu e "churrascou". Talvez, vendo de longe, não seja nada de mais. E bem, temos os nossos motivos para dizer o quanto esperamos por um dia como esse. Talvez não sejamos 100% unidos, nem 100% amigos, tampouco 100% "confraternizados" e a turma perfeita, mas estamos fazendo progressos.
No mais, fui bem nas duas provas de ontem, aliás, eu sei sobre uma. Ah, domingo é dia das Mães e eu ainda não comprei o presente. Aiaiai, que que eu dou pra minha mãe?

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Conclusões

O que é o que é, nunca trabalhou e quando o fez arranjou uma forma de se tornar "incapacitado"?
O que é o que é, quando abre a boca só fala besteira?
O que é o que é, ganhou uma vez e pelo jeito vai ganhar de novo (infelizmente)?
O que é o que é, começa com L e termina com A?
O presidente Lula!
Pois é, hoje a única coisa que eu não precisava ouvir era o presidente da república em mais um de seus super discursos! "E o bolso do consumidor não vai pesar, a Petrobrás vai bancar tudo". Siga o raciocínio: a BR é uma empresa estatal, ou seja, é propriedade do governo, portanto quem paga as contas dela, indiretamente, é o governo; mas o governo por si não encontra dinheiro embaixo da pedra (ele só esconde, lembra?), o dinheiro que o governo arrecada tem, pelo menos, uns bons 60% de impostos do povão. Então, quem mesmo vai pagar a diferença do preço do gás?
Já basta né? Pior que isso, só mesmo buscar uma coisa que ninguém nunca encontrou, mas todos sabem que existe! Ou, deixa pra lá, chega dessa história. Mas eu disse, eu falei, tenho que começar a jogar.
E tu? Já perdeu as esperanças alguma vez? Eu to perdendo. E não é por causa da filosofia, ou por causa da "educação" física, nem pelo preço do gás. Mas a violência, o retrato distante do Brasil já bate a nossa porta; não é tão forte como a primeira vez, mas ainda assim nos enche de ódio (isso não é nada bom). As coisas já não são as mesmas, nem em Serafina, por incrível que pareça. E aquele nosso grito adolescente que precisa ser abafado, que eu mesmo tento abafar contra minha vontade. Como eu queria poder mudar o mundo! Como todos nós, em maioria, queremos mudar o mundo.
Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nem uma idéia vale uma vida
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós há algo de uma criança
Por favor, criança, não me deixe tão cedo.
Pelo menos, para amenizar as dores, existem os sapos com seus "croás, croás, croás", que nos fazem rir e lembrar... Só espero não ver os humanos, já me cansei deles, eu também.

sábado, 6 de maio de 2006

Nós bem que tentamos


Dentre algumas das manchetes de hoje, temos a ingratidão de Jennifer Aniston na Folha da Tarde do Correio do Povo, e os 150 anos de Freud, fundador da psicanálise. Já os assuntos de grupo foram os mais variados: feira de ciências, a inteligência do poeta Mário Quintana, e também teve alguma coisa sobre o nosso trabalho do Quintana -- esse que era o motivo principal do encontro
Pois é, mais uma vez concluímos algo que já não é tão novo assim: juntos para fazer trabalho não presta. É incrível como a gente não consegue parar e fazer o que devíamos, ficamos conversando, e conversando, e lembrando, e rindo. Mesmo que a gente não faça nada hoje à noite (provavelmente não vamos mesmo), um encontro "escolar" já valeu pra uma reunião de final de semana.
Como tinha falado antes da Jennifer Aniston, a ex do Brad Pitt, elá está cuspindo no prato que comeu ao recusar um convite dos produtores de Friends para a gravação de um especial. Sinceramente, quem seria Jennifer Aniston se não fosse a Rachel? Não seria NADA.
Mas temos coisas muito mais interessantes para falar num 6 de maio! Os 150 anos de Freud. Vamos a uma pequena biografia do cara da foto:

Sigmund Freud (Freiberg, 6 de maio de 1856 — Londres, 23 de setembro de 1939) foi um neurologista austríaco e fundador da Psicanálise. Ele se interessou, inicialmente, pela histeria e, tendo como método a hipnose, estudou pessoas que apresentavam esse quadro. Mais tarde, com interesses pelo inconsciente, pulsões, entre outros, foi influenciado por Charcot e Leibniz abandonando a hipnose em favor da associação livre. Estes elementos tornaram-se bases da Psicanálise. Freud, além de ter sido um grande cientista e escritor, possui o título, assim como Darwin e Copérnico, de ter realizado uma revolução no âmbito humano: a idéia de que somos movidos pelo inconsciente.
Freud, suas teorias e seu tratamento com seus pacientes foram controversos na Viena do século XIX, e continuam muito debatidos hoje. Suas idéias são freqüentemente discutidas e analisadas como obras de literatura e cultura geral em adição ao contínuo debate ao redor delas no uso como tratamento científico e médico.

E a matéria que está hoje em Terra Magazine:

Sigmund Freud completa 150 anos neste sábado, 6 de maio. Contestados, adorados ou deturpados, Freud e seu vocabulário estão mais atuais do que nunca, mesmo que muitas de suas teorias sejam hoje consideradas peças de museu.
Em tempos de Big Brother e Ídolos, nunca se fez tanto uso - consciente ou não - de conceitos como o de narcisismo, exibicionismo e sadomasoquismo, para não falar em perversões e ansiedades, criados ou investigados pelo austríaco. Procure Sigmund Freud no Google, e prepare-se para mais de 11 milhões de resultados.
Ainda tão presente, Freud teria até uma frase pronta para a porção violenta dos torcedores do Corinthians: "Da mesma forma que existe um homem primitivo em cada individuo, existe uma horda primitiva em cada grupo" (1921).

O resto do sábado está praticamente estruturado: agora vou fazer o trabalho sobre o genial Mário Quintana, depois tenho que acabar minha lição do inglês. Mais tarde tem sessão individual com King Kong -- o novo, dirigido pelo Peter Jackson (o mesmo de O Senhor dos Anéis), e tem também Todo Mundo em Pânico na Globo, e depois no Altas Horas tem Fernanda Lima, Marjorie Estiano e outras coisas mais.
Mas por enquanto é só.

China deverá ter 60 milhões de blogueiros até final de 2006

O hábito de criar blogs, os diários online, está crescendo na China, e o número de blogueiros deve chegar a 60 milhões até o final deste ano.

A China é o segundo maior mercado de Internet do mundo, depois dos Estados Unidos, com mais de 110 milhões de usuários. Segundo pesquisa da ferramenta de busca chinesa Baidu.com, o atual números de blogs é 36 milhões, administrados por 16 milhões de pessoas, divulgou a agência de notícias oficial Xinhua neste sábado.

O número de blogueiros chineses deve chegar a 60 milhões no final do ano, disse a Xinhua, citando um relatório da indústria de mídia chinesa feito pela prestigiosa Universidade Tsinghua.

Zhang Xiaorong, diretor de desenvolvimento estratégico da "Bokee", fundada em 2002 e que afirma ter a maior fatia do mercado de blogs da China, disse que sua companhia cria cerca de 100 mil novos blogs por dia.

"Os 60 milhões de blogueiros corresponderiam a mais da metade dos 110 milhões de internautas da China", disse Zhang à Xinhua.

O relatório da universidade prevê que o número de blogueiros na China chegará a 100 milhões em 2007.

Apesar de a indústria ter investido pesado nos blogs, nenhum dos provedores do serviço está lucrando, diz o relatório.

Outro relatório recente da Sociedade de Internet da China mostrou que nove por cento dos blogueiros escrevem todos os dias, 29 por cento, de uma a três vezes por semana, enquanto 35 por cento escrevem entre quatro e seis vezes por semana, disse a Xinhua.

O crescente celeiro de e-jornalistas atraiu empresas locais e gigantes estrangeiras como a Microsoft, o Google e o Yahoo Inc. Mas os mandarins da propaganda do Partido Comunista são obcecados pelo controle, e fecharam alguns blogs opinativos. Salas de chat e murais online são monitorados diariamente em busca de comentários políticos controversos, e palavras delicadas como "liberdade" e "democracia" são censuradas.

Terra Tecnologia

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Nem cometa, nem canção, nem qualquer outra coisa

Eu sei que já é hora de estar durmindo, mas "a night é uma children"! Bom, acho que não é "uma children" se no dia seguinte tem aula. De qualquer forma eu não poderia deixar de passar aqui e escrever minha humilde abobrinha de sempre. Let's... oh, yeah! Let's read the abobrinha.

Pesadelo chega ao fim: Xanddy e Carla Perez reatam
por Márcio Alemão, em Terra Magazine

A semana passada me marcou demais. No dia 18, eu e o Brasil recebemos com inefável dor no coração a notícia da separação de Carla Perez e Xanddy.
As assessorias informavam que a decisão havia sido tomada após 4 dias de exaustivas e, imagino eu, dolorosas conversas. Ou seja: não podemos dizer que foi algo impensado.
Todavia, 4 dias depois o pesadelo chegou ao fim.
No dia 22, Xanddy, que sentiu muito a falta da família durante todo esse período que esteve longe, afastado, voltou.
Soubemos no dia 23, quando Carla Perez, no programa Domingo Legal, no momento mais emocionante da semana, disse: "Eu disse a ele que o amo muito, coloquei a mão em seu coração e orei. Xanddy começou a chorar, disse que sentia falta da família, que a família vinha em primeiro lugar, e deciciu voltar para casa."
Eu e o Brasil suspiramos aliviados. Mas uma questão numerológica ficou me perturbando. Vamos pensar juntos: durante 4 dias eles discutiram a relação. Depois de 4 dias Xanddy voltou. Voltou no dia 22, 2+2=4. Saiu no dia 18, que é 4x4 + 2; 2 que é a metade de quatro. Some as sílabas de Carla Perez e seus filhos Camilly Victoria e Victor Alexandre. Ficou arrepiado como eu? São 16 sílabas: 4x4.
Meu conselho ao casal: fiquem de olho nesse número.
[...]
Muito curioso o programa Ver par Crer, no SBT, apresentado por Cesar Filho e Celso Portiolli. São rápidas e interessantíssimas matérias internacionais. Por exemplo, um sujeito que faz esculturas enormes de grandes monumentos como a Torre Eiffell, o Coliseu de Roma, a Ponte do Brooklin, só com palitos de dentes. Milhões de palitos coladinhos, encaixadinhos. É o tipo de matéria que prende o telespectador. Mas o mais interessante no Ver para Crer são os correspondentes internacionais que sempre nos acrescentam informações preciosas a respeito do assunto que está sendo apresentado. E por serem internacionais, eles estão dublados. Isso é muito original. Só vendo para crer.
E na quarta-feira, dia 26 de abril, a bela e polêmica Luciana Gimenez levou ao Super Pop um rapaz que fora eliminado do programa Ídolos, do SBT.
Imaginei que fosse um bom cantor e que Luciana iria mostrar ao Brasil que os jurados do Ídolos haviam cometido uma enorme injustiça. O rapaz cantou. De fato não era nenhum Orlando Silva e foi, mais uma vez, massacrado pelos "jurados" do Super Pop. Fiquei confuso. Seria esse um novo quadro chamado "batendo em morto"?
[...]
Ótimo momento para sacar que o humor de alto nível dispensa a escatologia, o palavreado chulo e a exposição de pessoas em situações constrangedoras.

Depois dessa, o que dizer? Precisamos realmente rever nossa programação televisiva. Falando nisso, tem promoção no site da MTV que te leva ao show de gravação do álbum MTV Ao Vivo CPM 22. Bom? Parece até que tu clica em "leia o regulamento" e descobre que eles só pagam um par de ingressos mesmo, porque a passagem pra Sampa é por conta do sortudo -- ou quase sortudo. Por essa não esperava, então resolvi abandonar meu sonho de ver um show do CPM de graça (ainda mais num MTV Ao Vivo, só com sucessos), ainda numa viagem interestadual etc e tal. E esperar que eles estejam no Planeta 2007 que, se Deus quiser (e Ele vai querer, ah se vai!), eu pretendo muito, mas muito mesmo, prestigiar e me divertir.
Outras coisas para falar estavam sim aqui por perto, mas elas fugiram sem que eu me ligasse e agora só me resta mesmo dizer "brigado, tchau". Mas não posso deixar de lembrar do pequenino micaço meu e da Lela hoje de manhã, que vergonha -- não entrarei em detalhes. Ah, e o Site do Funxo que tinha tudo para voltar daqui exatamente 10 dias está meio de lado, devido às outras tantas coisas que estão na minha agenda, acompanhadas de um "!" enorme.
Fui dormir.

terça-feira, 2 de maio de 2006

Tudo pra você

E todas as músicas de amor que eu já fiz, já fiz
Pra você
E todos os filmes de amor que eu já vi passar, passaram
Pra você

E você está em todos os momentos que eu vivo
E que eu desejo
É você quem impregnou na minha carne, nos meus sonhos
E agora não tem volta
Eu preciso te viver

E todas as flores que eu já vi desabrochar, desabrocharam
Pra você
E todos os beijos mais apaixonados que eu guardei, estão guardados
Pra você

Contam nossa história
De tristezas e glórias
O poema mais bonito
Que eu já li

E todas as músicas, e os filmes, e as flores e os beijos
Pra você

com o tempo vocês descobrem quem canta