Quinta-feira, depois de tanto esperar, o povo brasileiro finalmente viu a Daniella Cicarelli em público, e o prêmio da MTV Brasil foi marcado pelas piadas e a esperança de uma explicação sobre o vídeo da praia. Com muita irreverência e célebres personalidades da mídia brasileira, o Video Music Brasil inovou: a categoria Vc Fez premiou o melhor clipe feito por telecpectador e, na internet, era possível escolher a roupa que (de novo) a Daniella Cicarelli usou no último bloco do programa. Durante o programa, também foi possível, através do mtv.com.br, acompanhar os bastidores, as notícias, as fotos e assistir a ao vivo a transmissão em seis câmeras exclusivas. Pra quem ainda lembra da música, os ganhadores:
Melhor Videoclipe de Rock Pitty, "Déja-Vu"
Melhor Videoclipe de Rap Marcelo D2, "Gueto"
Melhor Videoclipe de MPB Los Hermanos, "Morena"
Melhor Direção de Videoclipe Sepultura, "Convicted In Life"
Banda/Artista Revelação Hateen, "Quem Já Perdeu Um Sonho Aqui"
VC Fez Marcelo Veron, com a versão de "1997", do Hateen
Melhor Performance ao Vivo em Videoclipe CPM22, "Inevitável"
Melhor Videoclipe Independente Banzé, "Doce Ilusão"
Banda dos Sonhos Pitty, vocal Fabrizio Martinelli, guitarra Champignon, baixo Japinha, bateria
Melhor Videoclipe Pop Jota Quest, "O Sol"
Melhor Edição de Videoclipe Sepultura, "Convicted In Life"
Melhor Direção de Arte em Videoclipe Nação Zumbi, "Hoje, Amanhã e Depois"
Melhor Fotografia em Videoclipe Lulu Santos, "Vale de Lágrimas"
Melhor Videoclipe Internacional Black Eyed Peas, "Pump It"
Melhor Website de Fã Pitty
Melhor Videoclipe Segundo a Audiência Pitty, "Memórias"
Enquanto as entregas rolavam no Credicardhall, na TV Globo os candidatos à presidência da república metiam o pau no presidente Lula. Aproveitando que o candidato não compareceu (atitude covarde, na minha opinião) eles não pouparam críticas e comentários fortes à corrupção do governo nos últimos 4 anos. Para mais detalhes, vale ler esta reportagem na Folha Online. Já ontem à noite, o Brasil foi surpreendido pela notícia de que um avião da Gol havia desaparecido. Buscas e mais buscas e nada se encontrava, tava parecendo até Lost. Hoje, porém, o avião foi encontrado e já se sabia que ocorreu uma colisão com outro avião. A Infraero afirma que há sobreviventes. É uma situação um tanto complicada. Para terminar, em homenagem ao nosso Guia e como forma de me expressar sobre o dia de amanhã -- eleições -- tem mais um grande favor do YouTube que deveria ser muito bem divulgado para o eleitor.
Não sei se é porque tenho navegado na internet muito mais nessas eleições do que nas de 2002, ou se realmente os números aumentaram, mas parece que o povo digital, principalmente a blogosfera, está reservando uma boa quantidade de tempo para a política. Acredito, sim, que foram os números que aumentaram. Afinal, com esses 4 anos podemos criar um livro com o que os políticos não devem fazer enquanto estão comandando o país. O que interessa mesmo aqui é a campanha que está ganhando popularidade na web, chama-se Nariz de Palhaço. A idéia é simples: no dia 1º de outubro, vá às urnas usando um nariz de palhaço. Protesto, deboche, brincadeira, qualquer coisa. O melhor seria usar a cabeça para decidir qual o melhor candidato, ao invés de falar aos quatro ventos que nenhum deles presta. Porém, a idéia até que não é má. Eu, como ainda não voto, iria adorar ver, literalmente, um bando de palhaçõs na rua; seria muito divertido. No site www.narizdepalhaco.com.br tem os argumentos, os materiais de apoio, os kits de palhaço e uma lista de quem você não deve votar (essa valeu, fiz cópias). Eu, particularmente, já venho fazendo minha anti-campanha há alguns meses. E é muito mais barato, discreto, sutil e inteligente do que uma bola vermelha na cara. Também é exclusiva e encaixa perfeitamente como papel de parede no celular e como imagem de exibição no MSN, além de ficar super original no orkut. (That's cultura inútil!)
Mudando de assunto, em mais uma visita diária ao YouTube, encontrei um clip peculiar. Como eu gosto de uma boa história, aproveito para falar do motivo de ter sido tão atraído. Acontece que em uma dessas passagens pelo submundo dos downloads na internet eu baixei algumas nostálgicas músicas para relembrar grandes momentos do passado. E não falo de sucessos da década de 70. São típicos clássicos dos anos 90: Spice Girls, Ricky Martin, Shakira, e tantos outros astros pop que sumiram tão rápido quanto apareceram -- salvo Shakira, que está mais bela e agradável do que nunca. E como músicas antigas embalam festas. Nesses encontros de sábado com os amigos, sempre havia alguma que tinha que ser obrigatoriamente executada, e ríamos, lembrávamos e nos divertíamos. Música velha faz bem. Para celebrar o quão inesquecível é o passado, tem esse vídeo. É uma edição com grandes claquetes cinematográficos, personagens que deixaram sua marca numa época, ou em todas pelo qual passaram. Tudo isso ao som de Livin' La Vida Loca, uma típica canção do deplorável pop de vendagem da década passada com mais um protagonista homem rebolando no esquecimento. Talvez isso sim seja cultura inútil, mas vale a pena ver de novo pela primeira vez.
Já não é novidade toda a expectativa em torno da terceira temporada de Lost, que estréia dia 3 de outubro nos Estados Unidos. Mas se o pessoal da ABC (leia-se Disney) queria deixar todo mundo a mil, foi muito feliz com o vídeo e o poster colocados na web nesses últimos dias. Agora não faltam teorias, posts em muitos blogs, sites especializados atualizados todo minuto e muita baderna em torno da trama. Eis o poster.
E o vídeo.
P.S.: eu precisei voltar aqui para dar novíssimas notícias. O brasileiro Rodrigo Santoro fará sua estréia na série no dia 11 de outubro, nos EUA. O nome de seu personagem é Paulo.
Habitante do pampa, descendente mestiço de espanhóis, portugueses e indígenas, trabalhando e vivendo geralmente em estâncias; este é o gaúcho teoricamente conhecido. No Brasil, gaúcho é quem nasce no Rio Grande do Sul. Mas, na realidade, gaúcho transcende fronteiras: não importa o lugar, desde que exista o orgulho, a personalidade forte, a tradição. Seres humanos são fisicamente iguais, mas não podemos dizer o mesmo do comportamento. Comportamento esse que faz que o vinte de setembro seja muito mais do que lembrar conquistas. É uma data para celebrar os costumes, a história, a honra, a união e, acima de tudo, a identidade.
E não há símbolo melhor do que o chimarrão para identificar um gaúcho. Como diz Moacyr Scliar: “Disso podemos nos orgulhar. O McDonald's está em todo o mundo, a Coca-Cola também, mas o chimarrão continua sendo autenticamente gaúcho.” É um dos costumes mais preservados, mais lembrados. Esse mate amargo que se toma numa cuia de porongo por uma bomba de metal é tradição antiga. O churrasco então, pode ser um atrativo nacional, mas o Rio Grande do Sul é o estado que mais mantém viva tal cultura de assar carne na brasa. Antes mesmo do CTG, cofre de toda nossa tradição, o gaúcho celebrava suas histórias, com um bom chimarrão, prendas e uma fogueira, em uma roda. A famosa “roda de chimarrão”. Um momento de confraternização, até hoje praticada entre vizinhos e amigos. Mas antigamente, em uma roda de chimarrão, expressava-se toda a tradição e cultura do povo. Os famosos causos caracterizam de forma eficiente a personalidade alegre e o tradicional jeito brincalhão do gaúcho, esse dom de tornar piada as mais variadas situações, mesmo na peleia, na crise, no mau tempo. Tem também a velha poesia. O sentimentalismo típico do nativista, aquela nostalgia e admiração pela sua terra. É a literatura oral, documentando a sobrevivência, os usos e os costumes.
E a música gaúcha tão presente e tão lembrada no cenário nacional. O estilo tradicionalista, sempre presentes nos fandangos e vanerões fecha o ciclo cultural, completando todas as formas típicas de expressão do gaúcho.
Ei, alguém sabe que filme tá passando em Tela Quente? Pelo que parece é qualquer bobagem meio policial. Quanta porcaria! Bom, tinha tudo para ser uma noite normal, pra ir deitar cedinho e ler o capítulo de biologia; mas ao dar aquela navegada quase diária em alguns dos meus sites favoritos (linkados aqui na lateral), descobri um acontecimento peculiar. Quem andou por qualquer destes portais nesta segunda já deve estar sabendo: a Cicarelli (sim, aquela que eu elogiei outro dia por ter se separado do Ronaldo) foi flagrada na praia fazendo -- como diz no Brainstorm -- "estripulias" com o namorado. Se você tá pensando naquilo, pois é. Tanto que não consegui tirar a dúvida porque sou menor de idade e o YouTube me barrou. A coisa deve ter esquentado mesmo. E já estão pintando ela como a Paris Hilton brasileira. Coitadinha da moça. Sei que vou fazer o papel de palhaço defendendo ela, mas sou fã e acho besteira todo mundo cair em cima dela por isso. Ela não pediu pra ser filmada e esse tipo de coisa qualquer adulto faz (talvez não na praia, mas vá lá). O pior é que coisas assim podem com certeza arruinar a carreira da moçoila, pelo menos quando se trata de publicidade; no caso da carreira de apresentadora na MTV, dizem os especialistas que não terá muito impacto -- afinal, é a MTV. É o que podemos chamar, sem dúvidas, de cultura inútil. Um pouco mais de besteira pra decorar esse caderno.
Já a outra melhor do dia, pra mim pelo menos, é o lançamento do hotsite do VMB 2006. Lá tem podcasts, wallpapers, screensavers, etc etc. Acessa o link e dá uma olhada.
Ah, e amanhã de noite tem Cachorro Grande na Destilaria. Que vontade de assistir de novo! E o pior é que tem também Papas mês que vem. E Black Eyed Peas em Porto Alegre dia 9 de novembro! Muita emoção. Mas agora tenho que ir. O livro me espera.
Não o que você fez nesta tarde de sábado, eu não fiz quase nada do que pretendia. É que deu uma preguiça... Daí agora levantei do sofá e encontrei um vídeo muito legal no YouTube: a propaganda do novo iPod Nano (que eu já falei alguns posts atrás). Como o vídeo é show de bola, muito bem pensado, tem o estilo único da Apple e etc, dá uma olhada aqui embaixo.
Numa noite de quinta, sem muito o que escrever, apenas projetando o texto da nossa apresentação sobre o Dia do Gaúcho, resta colocar qualquer coisa para não perder o costume da bobeira.
Já estava declarado que esta semana seria terrivelmente cheia, mas em plena terça-feira percebe-se que a situação é muito pior do que se pensava. E eu, ao invés de estudar, estou aqui escrevendo. Mas é que existem dois motivos especiais para estar aqui: o "aniversário" de 5 anos dos atentados às torres gêmeas e o lançamento da nova geração de iPods. Ontem, o mundo inteiro lembrou dos ataques de 11 de setembro de 2001. Homenagens, especiais, choro, luzes. A análise reflexiva da situação política global: os conflitos, os motivos, as esperanças. Foi um dia de mais do que nunca pedir paz, de pensar nas nossas atitudes e julgar decisões e dores de poucas pessoas que acabam por transformar sua desgraça pessoal em sofrimento para o mundo inteiro. E neste caso nem preciso me referir a Osama bin Laden; talvez ele nem seja o maior vilão nessa história toda. Mas quem conseguiu reunir os piores sentimentos do mundo inteiro? O presidente George W. Bush. Já não é de hoje que uma guerra silenciosa acontece entre meros civis, membros do governo e a imprensa. São conseqüências de atos impensados e daquele velho pensamento de que algumas pessoas são melhores que outras. De que nos adiantou a evolução?
Para melhorar o astral, senhor presidente da Apple Computers convocou toda a mídia para mais uma de suas esperadas apresentações. Num auditório lotado, ele apresentou a nova geração de iPods, com um novo iPod Vídeo, novos e melhores (além de coloridos) modelos do iPod Nano e no iPod Shuffle 2, super compacto e com aquele design único, marca da Apple. Sobre esses sonhos-de-consumo não tem muito o que falar, até por que não deve ser interesse da grande parte saber quais as novas desses eletrônicos. Só mesmo para lembrar que a frota renovou-se mais uma vez e que o preço que pagamos aqui no Brasil é um absurdo. Eu quero um iPod!
Vendo as imagens do dia no UOL, me senti na obrigação de colocá-las por aqui. São acontecimentos importantes, projeções de futuro e momentos únicos de lazer. A primeira delas é o lançamento do ônibus espacial Atlantis, na Flórida.
Na segunda, é uma divulgação do projeto do novo World Trade Center, com os novos prédios. A publicação do que provavelmente será a nova construção foi feita com base no projeto dos arquitetos da Silverstein Properties.
Sobre a última não tenho nada muito importante para falar. Mas essas pipas trazem muitos sonhos, esperança. E são lindas, convenhamos.
Nossa, já fazem dois anos desde que comecei com essa brincadeira. Engraçado que qualquer coisa na internet que eu esteja começando é brincadeira, pelo menos até agora. Pois a partir desses últimos meses, o blog se tornou algo oficialmente sério. Abandonei definitivamente outros serviços (flog, MSN Space etc etc) e me dediquei a colocar resenhas, comentários, opiniões, histórias e qualquer outra expressão cultural (inútil muitas vezes) para poder me considerer, de consciência limpa e leve, um blogueiro de verdade. Sim, soa meio conto de fadas; mas não é. Em dois anos, como disse a Lela, deu pra perceber como mudei -- e ler tais mudanças dá pra fazer porque tem um arquivo de 25 meses ali ao lado, para os mais curiosos. São histórias um tanto infantis e completamente confusas no início; depois são pequenas passadas, rápidas, para dizer um "oi" ou qualquer outra besteira; daí os textos começam a ficar um pouco mais elaborados, e o blog é tomado por textos clandestinos, retirados de outros sites por sua ótima qualidade, tradução de pensamentos meus e linguagem. E então fortificam-se os meus textos, cheios de opiniões e causos do cotidiano, relatos quase diários do que acontece na vida deste pacato que vos fala, suas preferências, experiências e desejos. Não é de hoje que se conhece o fenômeno do crescimento. E garanto-lhes: ninguém dá mais risada do que eu lendo meu próprio arquivo (claro, acho que não conheço mais ninguém que faça tal loucura), e também sinto grande vergonha por ter dito tanta besteira. Foi uma evolução. O layout também mudou várias vezes. Foram os modelos predefinidos pelo Blogger, daí depois consegui encontrar algo que realmente eu me identificava: o Mike Owasaoski; talvez este tenha sido o mais original, e praticamente ficou a marca registrada do blog, com certeza ficou na memória. Também teve algumas outras tentativas, uma até mais ou menos como o arquivo secreto, porém todas sem lá muito sucesso. Voltas e voltas e voltas para ficar com este que uso hoje. Sempre gostei deste modelo, e decidi por este depois de uma estressante fase de criar um layout próprio. Peguei restos daquele projeto finalizado e personalizei este -- como aquele "F!" no topo da página. Dois anos. Aperfeiçoaram-se as formas de pensar, de escrever, de se expressar. Pequenos segredos e verdades escancarados. Tendências do design e da própria internet mudaram, reviraram-se, revoltaram-se e estão aí mudando de novo. Notícias boas, ruins, inúteis. Clássicos, modernos, incríveis, inacreditáveis. Infantis, bobos, adolescentes. Informais, formais, e um meio-termo. Exportados, inspirados, copiados e alterados. Momentos marcados, e acompanhados. Projetos engavetados, porém não esquecidos. Filosofadas, sermões, desabafos. Personalidade, atitude, identidade.
Estava ansioso por esse show desde que vi uma promoção no site da MTV Brasil em que o prêmio era convites para a gravação. Sempre me perguntam desde quando eu gosto tanto de CPM 22, e sempre respondo a mesma coisa: "foi depois de ouvir um show deles no Planeta Atlântida". Eu, como sempre vidrado em novidades musicais e álbuns da MTV, não pude deixar de arranjar logo um lugar para matar minha curiosidade. Na Rádio UOL já estava disponível o CD para ouvir on-line, e então eu me convenci: gosto muito do som do CPM. Foi só ouvir uma vez para colocar o disco MTV Ao Vivo CPM 22 na minha lista de presentes, pesquisar o preço na Saraiva (que estava com um site especial para o lançamento) e no Submarino. Fazia tempo que não comprava um CD logo após o lançamento, mas havia tanta disposição e ansiedade por ter tal coletânea que não pensei duas vezes. Um presente pelo meu desempenho no ENEM. Mas já chega de rabiscos cotidianos. Vamos ao que interessa. O MTV Ao Vivo do CPM traz a marca registrada da banda: um rock veloz, ritmos frenéticos, letras melódicas (ou um tanto melancólicas), celebrando os maiores hits da banda naquela adrenalina de um show ao vivo -- e com palco circular, inovação da cenografia. Com cinco canções inéditas: Inevitável, Além de nós, Light Blue Night e mais duas que não lembro o nome, o álbum é, como qualquer MTV Ao Vivo, um desfile de sucessos. Então pode apostar, porque aquele hit do CPM 22 que você gosta provavelmente está no novo CD. O MTV Ao Vivo CPM 22 está ótimo, e traz toda a energia da banda. Talvez eu esteja insistindo muito nesta coisa dos vídeos, mas no YouTube dá pra encontrar de tudo, então por que não colocar o clip da primeira música de trabalho do novo álbum? Inevitável.
Já faz algumas semanas que não falo sobre filmes aqui, mas isso não significa que eu tenha parado de assistir. Na verdade, me conscientizei que estava assistindo poucas produções, então assisto a dois filmes cada final de semana, mesmo que contra a vontade ou com sono. Em agosto, dentre todos que assisti, quero resenhar os últimos cinco, mais os dois deste primeiro final de semana de setembro (pois é, já estamos em setembro).
Começando pelo aclamado filme do diretor Ang Lee, grande favorito a levar a estatueta de melhor filme no último Oscar. Sim, estou falando de O Segredo de Brokeback Mountain. Aquele que conta a história amorosa de dois caubóis. A crítica adorou, a imprensa foi só elogios e todos os cineastas disseram que Ang Lee se superou mais uma vez. Amores impossíveis não são novidade no cinema, e o "amor entre pessoas do mesmo sexo" nos obriga a fazer uma análise da sociedade atual: o quanto se esconde para que não haja sofrimento? Sem falar na questão do preconceito, e na grande diferença que era tal caso na época em que se passa a história -- o romance começa em 1963. Paisagens lindas, uma fotografia invejável; mas uma chatice, no geral. Não sei o que viram de especial neste filme. Eu achei uma tremenda perda de mais de 150 minutos. A história corre devagar, os diálogos são poucos etc etc. Sem falar no sotaque típico de cowboy americano. Terrível!
Pensando em compensar o grande erro de Brokeback, uma comédio romântica foi a opção escolhida. Pena que foi lamentável também. A verdade sobre o amor é daqueles que ganha pela capa e pelo marketing. O filme tem uma história um pouco confusa, as falas não convencem e o excesso de sexo no roteiro cansa um pouco. Risadas é pra quem tem um senso de humor sensível. O que eu mais gostei foi a música "Something Stupid" no início, o que salvou um pouco os meus R$ 3,50. A verdade sobre o amor é que é muito mais divertido ver esse tipo de coisa nas mãos de quem entende do assunto, leia-se Richard Curtis (Simplesmente Amor, Notting Hill). A protagonista tem carisma, mas o filme é morte.
Expectativa mesmo foi o que ocorreu com Memórias de uma Gueixa. Desde que vi algumas cenas na cerimônia do Oscar é que tô curioso pra assistir. E sabe que quando tu tá com muita vontade de ver alguma coisa, as chances de decepção são enormes (por causa da ansiedade). Mas muito pelo contrário, foi só alegria. O filme tem cenas incríveis. A história é, sim, um pouco cansativa, mas eu gostei pacas. Tanto que o trailer deste super está recebendo o título de "primeiro vídeo do YouTube no blog". Vale a pena assistir. Em uma palavra: cultura.
Sem nenhuma expectativa, veio A Pantera Cor-de-Rosa, com o Steve Martin. Eu estava completamente indiferente quanto a este. Mas me surpreendi: foi um dos poucos filmes em que, sozinho, dei muita risada -- normalmente filmes de comédia não me fazem rir quando assisto sozinho --, ou seja, ponto pro Inspetor Closeau. No mais, predominam aquelas cenas típicas de filmes com idiotas. Tropeços, tombos, piadas sem graça, atitudes anormais, e sempre alguém repetindo ou sendo O idiota. O filme é legal, vale a pena. Só não entendi por que este mesmo filme recebeu nota 5 na SET.
A Disney, é fato, faz muito melhor filmes de animação (como quisera seu criador) do que filmes reais, mas não dá pra não dizer como este quesito melhorou nos últimos tempos. Um de seus ápices, sem dúvida, é As Crônicas de Nárnia - O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa. O filme é belíssimo, e tem aquele encanto típico de grande produção dos estúdios Disney. Ótimo. Deste eu coloco o link para o hotsite, que está também de invejar qualquer agência.
Para finalizar este final de semana, acabei de assistir Garotas sem rumo (no original, Havoc, pode uma coisa dessas?). Me interessei por causa da sinopse, e depois vi que é protagonizado pela Anne Hathaway -- aquela que fez a princesa Mia em O Diário da Princesa. Porém confesso que fiquei meio indiferente com este. É estranho nem gostar nem não gostar, mas no fundo acho que sinto uma pequena inveja. Eles (ou elas, para ser mais específico) arriscam tudo, podem arriscar. Por outro lado, não queria ter o envolvimento que tiveram com algumas coisas, em qualquer momento da minha vida. O filme fala de "jovens adolescentes entediados", que se rebelam contra a cultura pop massificante do universo "rico". Gostam de hip-hop, usam drogas, roupas largas, falam gesticulando e não estão nem aí pra nada. Não tem nada a perder, são ricos. É uma visão interessante, coisas que não estamos acostumados a ver na Temperatura Máxima. Mesmo indiferente, aconselho a assistir. Muitas coisas a gente ainda não viu.