sábado, 29 de julho de 2006

Uma rápida análise da Festitália

Realmente, o clima mudou esta semana. E como faz frio agora. Pelo menos eu estou bem agasalhado, dentro da minha casa, na frente do PC -- isso que é curtir a noite de sábado. Agora eu digo: "bem que eu queria estar naquela gravação".
A gravação do DVD é o penúltimo grande episódio da festa esse ano. Aliás, dá para dizer que é, sim, a última grande jogada da Festitália 2006. Amanhã tem só Tchê Guri e Dublê, nada que movimente e seja tão comentado. Se bem que essa novidade de um DVD com as melhores músicas de todos os festivais não foi lá a vedete das comemorações. Eu particularmente ouvi mais comentários sobre o Cantígio, a Missa de sábado passado e o show do Edgar quinta à noite.
Mas é melhor eu começar do começo. No penúltimo dia da festa, eis o link com toda a programação, uma cortesia (não avisada) do portal Serranostra.
Realmente foi lamentável não ter um lugar sequer suficientemente decente e divertido no final de semana. Nem uma festa, nem um show no meio da rua, nem boate do Clube, nem nada. E detalhe: a cidade estava lotada de pessoas visitando parentes e aproveitando as férias. Já amanhã teremos dois shows, na véspera do início das aulas, e com a cidade já despovoada de visitantes.
Terça passada, então, o Canto dei Giovani Festival, para levar todo serafinense de carteirinha ao clube prestigiar os jovens cantores. E os já não tão jovens que "saíram desta terra para se lançarem ao mundo". Pode até parecer irônico, mas o espetáculo valeu a pena, sério mesmo. O que não agradou muito foi o resultado, o que me convence que, apesar das tentativas, eu realmente não entendo nada de música (e todo o resto da galera também -- aqui está a ironia).
Na sexta-feira foi a primeira noite do, como diz o belíssimo fôlder da programação, FESTIVAL DOS FESTIVAIS/REVÌVER - 1ª Etapa. Gravação de um DVD/CD ao vivo de Canções Inéditas das Cantorias Italianas de Serafina Corrêa. Outro detalhe que passou quase despercebido, no primeiro folheto de divulgação que voou por aí estava escrito "Gravação de um DVD ao vivo das Melhores Canções...". Sendo assim, seria uma gravação das melhores canções inéditas das Cantorias Italianas? É esquisito.
Eu até tinha convite para ir, mas desisti de última hora. Bom, não via como necessidade ter de ir a tantos ensaios para ser figurante. Arrogância? Não, apenas penso que deveria ser algo mais espontâneo. E faltava vontade. Também eram dois dias de gravação, ou seja, duas noites que eu poderia sair e me divertir (mais) com os amigos. Tudo bem que nesta segunda noite eu estou aqui e confesso, preferia estar lá, mas até que está sendo bem produtivo.
Planos para hoje a noite:
  • ver um novo layout para este velho caderno de rascunhos
  • montar e colocar no ar uma página de links que irá servir para o Site do Funxo (de volta na próxima década, provavelmente) e pro blog
  • fazer o tema de física
  • fazer o tema de história
  • dar uma geral na agenda
  • baixar todas as músicas da "pequena" lista salva no celular
Pois é, noite tranqüila né?
Arrivederci!

PS.: alguém já notou no folder da programação que está escrito "XVI Festitália 2006"? Seria a 16ª Festitália 2006? Quer dizer que já teve outras Festitálias neste ano?

domingo, 23 de julho de 2006

25 Coisas Que Você Não Pode Morrer Sem Saber!

  1. O nome completo do Pato Donald é Donald Fauntleroy Duck.
  2. Em 1997, as linhas aéreas americanas economizaram US$40.000 eliminando uma azeitona de cada salada.
  3. Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua.
  4. Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos que enterram nozes e não lembram onde eles as esconderam.
  5. Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter acordado.
  6. As formigas se espreguiçam pela manhã quando acordam.
  7. As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas.
  8. O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem.
  9. Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, é impossível tocá-lo com a própria língua.
  10. Só um alimento não se deteriora: o mel.
  11. Os golfinhos dormem com um olho aberto.
  12. Um terço de todo o sorvete vendido no mundo é de baunilha.
  13. As unhas da mão crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido que as unhas do pé.
  14. O olho do avestruz é maior do que seu cérebro.
  15. Os destros vivem, em média, 9 anos mais que os canhotos.
  16. O "quack" de um pato não produz eco, e ninguém sabe por quê.
  17. O músculo mais potente do corpo humano é a língua.
  18. É impossível espirrar com os olhos abertos.
  19. "J" é a única letra que não aparece na tabela periódica.
  20. Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.
  21. Os chimpanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se reconhecer na frente de um espelho.
  22. Rir durante o dia faz com que você durma melhor à noite.
  23. 40% dos telespectadores do Jornal Nacional dão boa-noite ao William Bonner no final.
  24. Aproximadamente 70% das pessoas que lêem este texto, tentam lamber o cotovelo.
  25. Menos de 1% dos usuários do Brasil-Share irão comentar neste post.

Retirado do fórum do Brasil-Share

domingo, 16 de julho de 2006

Cachorro Grande

hj to ake, dpois d mais d uma semana q nao tive tempo de escreve, pra fla do talvez nao tão grande show de ontem, mas mto mto mto bom.. em Paraí, Cachorro Grande...
eu ja sabia deles e tal.. mas foi dpois do Acústico Bandas Gaúchas q m interessei pelo trabalho.. dali em diante foi febre e hoje so mtooo loco pela música dos caras... eu tinha q ir pro show de ontem, e fui! foi um sonho realizado: um dia q estavamos na casa do Beto a Jú disse q queria mto i pra um show deles quando tivesse aqui perto e ontem finalmente aconteceu... a gnt num tava acreditandoooo... a gnt só c olhava e "Cachorro Grande!".. HAAAAAAAA......
cantamos mto, aplaudimos mto, pulamos mto.. foi oootemooooo.... os cara mandam mto bem.. sem mais nada a dizer... só q eu sou mais fã ainda de CACHORRO GRANDE!!!
e pra nao passa em branco, vo coloca a letra d uma das musiks q mais gosto.. o nome eh Agora eu tô bem loco... uhuuuu

Nada me impede de fazer o que eu tô afim
Nada me impede de fazer tudo assim
E o tempo vai passando e as coisas vão mudando
E eu que tenho que correr atrás
Se eu não fizer agora eu vou perder a hora
E então pode ser tarde demais
E não adianta reclamar!
O que eu sinto não é pouco!
E agora eu tô bem louco!

Eu sei muito bem aquilo que está me esperando
Porque eu não perco tempo aqui me enrolando
Não tem nada que eu faça que seja de graça
Eu continuo tendo que correr atrás
Pois tudo tem seu preço e eu tenho o que mereço
E sei que ainda posso fazer mais
Eu pelo menos vou tentando!
O que eu sinto não é pouco!
E agora eu tô bem louco!

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Eu quero um desses pra mim!

Lançamento da Apple: MacBook. E ainda tem gente que acha bobagem eu querer tanto um computador da Apple. Veja e confirme, tenho muitos motivos.

A natureza contra-ataca

Numa de minhas andanças pela internet vendo sites sobre publicidade e design, encontrei essa campanha. Um milagre no photoshop e um peso na consciência. Fantásticas!




terça-feira, 4 de julho de 2006

Amargas reflexões sobre a seleção e a TV digital

Quis o acaso que eu viesse saber da assinatura pelo presidente da República do decreto que dá início formal ao processo de introdução da televisão digital terrestre no Brasil, justo quando cortava o cabelo no Salão Amigos (ver O Barbeiro, a Cultura e a Radiodifusão Pública, minha coluna de estréia neste prestigioso espaço jornalístico). Sentado na cadeira do Lula - sim, este é mesmo o apelido dele -, o profissional que há mais de 20 anos me atende, ouvi a voz sempre questionadora do Davi, o dedicado barbeiro estudante, e a pergunta era dirigida a mim, e não ao cliente que ele escanhoava naquele instante:

- E aí, professor? Saiu mesmo a decisão da televisão digital? Que pena que não foi antes da Copa, pois dizem que a imagem dessa nova televisão é uma maravilha!

- Imagem boa ela vai ter mesmo, respondi. Mas, já que você falou em Copa do Mundo, uma imagem em alta definição, que é como ela pode ser na televisão digital, não vai transformar a seleção do Parreira num time melhor do que é, gracejei, embora não me passasse pela cabeça o desastre futebolístico que nos aguardava.

O que me passou pela cabeça, entretanto, ao fazer o gracejo, foi o fato de que a transmissão digital não vai alterar o perfil dos conteúdos do que se vê hoje na televisão aberta brasileira; um perfil excessivamente comercial, que resulta em programas medíocres na média, do jornalismo ao entretenimento, passando pelas programações dirigidas às crianças e aos adolescentes.

Como podem se recordar os leitores desta coluna, Davi, o barbeiro curioso sobre a televisão digital, é estudante de curso supletivo e, por isso, um telespectador assíduo da TV Nacional, a emissora da Radiobrás que costuma transmitir programas educativos e culturais. Programas que, não fosse o oficialismo dos noticiários, aproximaria muito aquela emissora governamental talvez da maior carência do sistema brasileiro de televisão: a inexistência de um sistema público-estatal nos moldes, por exemplo, do Public Broadcasting Service estado-unidense.

Na pergunta do Davi sobre a qualidade da imagem da televisão digital está contida a essência do que existiu e existe de errado no processo de sua introdução no Brasil.

O que se convencionou chamar de televisão digital não é um mero incremento tecnológico, como o foi o da introdução das transmissões a cores nos anos 1970. Só o tratam como incremento tecnológico aqueles homens de negócios e de poder que não desejam jamais ver a televisão e o rádio entrarem em um processo de mudança, neste país, que os façam mais democráticos, porque menos comerciais e mais socialmente responsáveis.

São os mesmos homens de negócio e de poder - com algumas adesões importantes e surpreendentes nos últimos anos - que escreveram a legislação básica do rádio e da televisão brasileiros no início dos anos 1960, a lei nº 4.117/62, e a mantém intocada até hoje no que respeita à manutenção de seus privilégios de falsos concessionários de um serviço publico.

Tão intocada que será ela o instrumento legal a presidir a transição para a televisão digital, como se uma lei anterior, por exemplo, ao rádio de freqüência modulada, desse conta de amparar normativamente um sistema de televisão digital que aproximará os aparelhos que temos em casa hoje dos recursos crescentemente sofisticados dos computadores.

As potencialidades socioculturais e político-econômicas da televisão digital são muito grandes, mas não se concretizarão mesmo minimamente se a sociedade não tiver ao seu dispor um arcabouço regulamentar e regulatório atual e consistente.

Em todos os países desenvolvidos, essa mudança para a televisão digital somente se fez após a adequação do arcabouço regulamentar e regulatório, visto que somente ele dá ao Estado, e por extensão democrática à sociedade, a possibilidade de beneficiar-se de processos técnicos dessa envergadura. Mas, aqui não. Aqui, o poder dos empresários de rádio e televisão sobre a política e a grande maioria dos políticos é de tal ordem, que até uma corrente teórica surgiu, derivada da ciência política, para dar conta conceitual e prática desse problema - a do coronelismo eletrônico.

Coronéis eletrônicos, desde os fardados dos tempos da ditadura, até os sem farda, dos tempos da democracia, quase sempre mandaram no ministério das Comunicações: Haroldo de Mattos e Higino Corsetti foram coronéis de direito; Euclydes Quandt de Oliveira, capitão de mão e guerra. Antonio Carlos Magalhães, um importante coronel de fato na política brasileira, reinou sobre as Comunicações durante todo o governo de José Sarney. Pimenta da Veiga foi um coronel político menor, mas ainda um coronel-ministro das Comunicações, com Fernando Henrique Cardoso.

Se Sérgio Motta, com Fernando Henrique, e Miro Teixeira, com Luiz Inácio Lula da Silva, de algum modo 'civilizaram' aquele ministério, ainda que por pouco tempo, os recentes Eunício Oliveira, deputado federal, e Hélio Costa, senador da República, retomaram o poder dos coronéis eletrônicos sobre o ministério das Comunicações, ainda que como empresários de rádio e televisão, o que ambos são, ostentam baixa patente na comparação com Magalhães; não passariam de sub-tenentes, no máximo tenentes formados em centros de oficiais da reserva.

Metáforas militares à parte, recorde-se aqui que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou com um privilégio injustificável do primeiro mandatário à Rede Globo de Televisão: sua entrevista exclusiva ao Jornal Nacional, logo após anunciado o resultado da eleição. E termina, esse primeiro mandato pelo menos, do mesmo modo, com a decisão de iniciar a transição das transmissões analógicas para as digitais, na televisão terrestre, do único jeito que as Organizações Globo aceitavam: com a opção pelo padrão ISDB-T, originário do Japão, e só adotado naquele país.

O decreto assinado no dia 29 último, que formaliza uma decisão já tomada na prática no início dos anos 2000, só agrava o quadro de fragmentação regulamentar e dispersão política, que caracteriza o ambiente normativo do rádio e televisão no Brasil. É mais uma peça jurídica que se acopla à já mencionada Lei nº 4.117, e que, como todas as outras, ao longo desses 42 anos, favorece claramente os interesses privado-comerciais sobre o interesse público. Desde a descaracterização da outorga de televisão como concessão de serviço público à ausência de relações contratuais efetivas e transparentes, o que leva à privatização de fato do espectro radioelétrico, bem público escasso e, pior, finito.

O decreto é uma peça de 15 artigos que tratam essencialmente de questões tecnológicas, como se a transição das transmissões analógicas para as digitais fosse de fato apenas isto. Chega a ser patética no Decreto a atribuição de freqüências para a União criar canais do poder executivo, educativos, culturais e de 'cidadania'. Recorrendo a outra metáfora, trata-se de uma 'cereja no bolo'; uma medida inócua porque sequer responde de longe à criação de um sistema público-estatal eficaz, capaz de servir como contraponto à hegemonia privado-comercial, dotado de mecanismos democráticos de gestão e financiamento.

O Decreto atropelou aquelas forças democráticas que estão no Congresso Nacional, que se mobilizaram para que a casa da política, dos políticos e das políticas assumisse a responsabilidade de discutir amplamente com a sociedade as políticas públicas que deveriam presidir essa transição.

O Decreto atropelou a sociedade brasileira, até mesmo nos limites restritos do Decreto que dera origem à idéia do Sistema Brasileiro de Televisão Digital, pois sua representação no Conselho Consultivo foi ela própria atropelada pelo ministro das Comunicações, ao ser alijada das discussões e decisões finais. Discussões e decisões tomadas nos gabinetes ministeriais, a que tinham acesso privilegiado apenas os já mencionados interesses privado-comerciais.

Mas, o decreto foi, acima de tudo, coerente com um governo que, mesmo antes de se eleger, retirou do seu programa de campanha todas as contribuições referentes às políticas de comunicação, justamente para não ¿ofender¿ as forças a que ele agora novamente se rende.

É claro que não compartilhei todas essas reflexões amargas com o Davi, durante o resto da conversa que ele provocara com sua pergunta singela sobre a qualidade da imagem da televisão digital. Passamos o resto do tempo, esgotado o assunto da alta definição, a falar de nossas esperanças de uma grande vitória sobre a França no sábado. Entrei no bolão e tasquei lá o resultado da Copa de 1958, a primeira que vivi com a intensidade dos 11 anos: 4 a 2.

No dia seguinte, sábado, a televisão de plasma de meu amigo Pedro, na casa de quem vi o jogo Brasil x França na companhia de outros tantos amigos e amigas, começou gloriosa no lugar mais nobre da sala, mas terminou encostada, tal uma reles 14 polegadas, preto e branco.

Sei que não pensei isso na hora, mas gostaria de ter pensado: um time ruim fica pior quanto melhor e mais definido podemos vê-lo na televisão. Não tem imagem boa que melhore um programa ruim na televisão.

Pelo menos assim teria tirado alguma coisa de útil da tragédia que foi aquela apática derrota da seleção brasileira.

Murilo César Ramos

domingo, 2 de julho de 2006

"França tira Brasil da Copa. De novo"


Nunca gostei de futebol o suficiente para ter o humor alterado quando o Grêmio perde o Gre-Nal ou coisa parecida. Também nunca assisti nervoso um jogo importante que todos comentavam. Nunca soube quem cairia, quem se classificaria, ou que substituições foram erradas, que jogadas foram tolas. Porém eu até que estava ligado nessa Fifa World Cup 2006, nem tanto pelo futebol, mas sim porque essa é a "copa da tecnologia", porque nunca se fez uma cobertura tão completa pela internet (meu lar do mundo cibernético) ou porque mesmo surgia algum pequeno sentimento patriota dentro de mim, num embalo com tudo o que se diz por aí -- é a Copa mais falada que eu vivi.
Mas não importa de que forma acompanhei, deu para sentir uma dorzinha pela derrota do Brasil pela França. Meus amigos que digam: eu não estava torcendo para o Brasil (isso apaga o patriotismo que disse antes?), e realmente estava torcendo por uma derrota em algum esperado jogo da Copa. Pessoas choravam, quadras de escolas de samba estavam vazias, praças estavam com telões desligados e pessoas caminhando de volta a suas casas. É meio triste pensar que um "sonho" acabou.
Acidamente, essa coisas me fazem lembrar o quanto me satisfaz uma derrota desse porte bem no meio de todo o festerê: que sonho acabou? O sonho que todos diziam realizado pois a mídia -- sim, a própria -- publicou com seu sensacionalismo que a Copa da Alemanha já era título para o Brasil, e colocou a seleção no alto de um pedestal que se provou bem pequeno logo no primeiro jogo. E não foi só a imprensa nacional, o mundo disse que o Brasil era favorito; pelo menos os veículos nacionais tiveram setocômetro e não esculacharam tanto o Brasil depois da primeira partida.
Realmente a derrota foi ótima. A Globo está fazendo as malas, "e parte da equipe foi remanejada para seguir o time português". Estão se obrigando, não é mesmo? Agora só restou o Felipão. Quem sabe assim o brasileiro se liga que ninguém precisa ter horário especial pra assistir os jogos da seleção. Prioridade é superar a pobreza, a fome, a corrupção, a marginalidade. É uma espécie de carnaval que dura um mês: o país pára apenas para torcer e ficar grudado na TV Globo, enquanto eles infiltram na cabeça do povão coisas "bonitas".
Mas não se teve notícias de assaltos e assassinatos nesse mês, nem corrupção em Brasília. Quem sabe está aí uma coisa boa nessa história toda: é só alegria. Hah, mas não é por que a gente não vê as coisas que as tais não acontecem. Acorda brasileiro! E lembra que a partir de amanhã o Jornal Nacional é somente ao vivo do Brasil, com direito a problemas governamentais de Brasília, tiroteio nas favelas do Rio e polícia nas ruas.

PS: durante o jogo do Brasil a banda Detonautas fez um protesto numa das mais movimentadas ruas do Rio de Janeiro, sendo que um dos integrantes ficou pelado e NENHUM policial foi tirar ele de lá. Conclusão: durante o jogo do Brasil, vale tudo porque a polícia está ocupada de mais torcendo.