quinta-feira, 26 de julho de 2007

Adolescentes (uma reunião de conceitos)

Pq na adolescência descobrimos quem somos...
Pq na adolescência descobrimos o mundo...
Pq na adolescência temos nossas primeiras experiências...
Pq na adolescência fazemos nossas loucuras...
Pq na adolescência fazemos valer a pena...
Pq na adolescência aprendemos a errar e a aprender com os erros...
Pq na adolescência nós temos medo...
Pq na adolescência nós temos discernimento...
Pq na adolescência nós curtimos...
Pq na adolescência nós caímos... mas nos levantamos...
Pq na adolescência a gente aprende a fazer nossas próprias escolhas...
Pq na adolescência a gente aprende a sorrir quando se quer chorar...
Pq na adolescência a gente aprende a chorar de tanto sorrir...

(Descrição da comunidade "Adolescentes" no orkut)

terça-feira, 24 de julho de 2007

Mão no bolso. hahá!

Zeca Camargo já escreveu em seu livro que se você nunca ouviu Alanis Morissette, deve começar pelo sucesso Hand in my pocket. Fã de Alanis que sou, daquele tipo que conhece um monte de músicas mas não sabe o nome de cinco, fui atrás de descobrir qual era. E eis que é esta incrível canção (de uns dez anos atrás) que pode ser ouvida no player abaixo (aproveita e acompanha a letra). Dê volume.

I'm broke but I'm happy
I'm poor but I'm kind
I'm short but I'm healthy, yeah

I'm high but I'm grounded
I'm sane but I'm overwhelmed
I'm lost but I'm hopeful baby

An' what it all comes down to
Is that everything's gonna be fine fine fine

'Cause I've got one hand in my pocket
And the other one is giving a high five

I feel drunk but I'm sober
I'm young and I'm underpaid
I'm tired but I'm working, yeah

I care but I'm restless
I'm here but I'm really gone
I'm wrong and I'm sorry baby

An' What it all comes down to
Is that everything's gonna be quite alright

'Cause I've got one hand in my pocket
And the other is flicking a cigarette

And what is all comes down to
Is that I haven't got it all figured out just yet

'Cause I've got one hand in my pocket
And the other one is giving the peace sign

I'm free but I'm focused
I'm green but I'm wise
I'm hard but I'm friendly baby

I'm sad but I'm laughing
I'm brave but I'm chicken shit
I'm sick but I'm pretty baby

And what it all boils down to
Is that no one's really got it figured out just yet

I've got one hand in my pocket
And the other one is playing the piano

What it all comes down to my friends
Is that everything's just fine fine fine

'Cause I've got one hand in my pocket
And the other one is hailing a taxi cab...
Dias melhores virarão, inclusive os de música.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Massa vs. Alonso

Eu vi isso outro dia na TV e me chamou a atenção. Bom, vale a pena ver de novo.

Nunca vi o Barrichello fazer metade disso.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

O riso acima da porta (19ª história do viajante)

Um homem foi condenado a morte por um crime que não havia cometido. Havia cometido outros em sua vida, mas não aquele. Assim mesmo foi decapitado, e sua cabeça pendurada pelos cabelos acima da porta da sua casa, para que todos soubessem o destino que aguardava aqueles considerados culpados pelo rei.
As chuvas haviam-se atrasado mais que de costume. Abrasava. O sol já surgia incendiando as primeiras horas do dia, e continuava escaldante quando a noite já deveria ter chegado. Um sopro de fornalha embalava a cabeça lentamente.
E nesse sopro, e nesse sol, a cabeça do homem aos poucos secava. Não como um fruto, que amadurece por dentro com seu sumo, mas como um couro, que se enxuga por igual. E, secando, encolhia a pele sobre os ossos, fazia-se o rosto mais magro, entreabriam-se os lábios antes fechados. Os dentes demoraram um pouco a aparecer, mas logo foi como se aquela cabeça estivesse a rir para o mundo.
Aconteceu que naquela rua passasse o carrasco. E vendo a cabeça sobre a porta surpreendeu-se. Pois ali estava o homem que havia decapitado não fazia muito tempo. E ria.
- Que magnífico carrasco sou eu - pensou deliciado. - Tamanha foi a precisão com que separei essa cabeça do seu corpo, que o homem nem se deu conta, e sentindo, talvez, um arrepio de cócegas no pescoço, riu.
Na verdade, o carrasco havia sido até então homem de poucos cuidados que executava seu trabalho sem convicção e sem capricho. O machado que utilizava há muito havia perdido o fio, o cabo era áspero, e ele o manejava apenas para livrar-se da tarefa, sem pensar na qualidade do serviço ou em poupar sofrimento a quem, ajoelhado, esperava a lâmina.
Mas voltando para casa aquela noite, inflado de orgulho, relatou à família o fato que punha em outra luz o seu trabalho. E terminado o jantar, levantou-se para ir afiar o machado.
Desde o dia da execução, a esposa, do homem entrava em casa de cabeça baixa, olhos postos no chão, para não ver o que sobrava daquele com quem durante tantos anos havia compartilhado a cama. Mas uma tarde, acompanhando o grito de uma ave, olhou para cima. E, como se a esperasse, lá estava o claro riso do marido.
- Que má esposa fui eu! - lamentou-se a mulher, refugiando-se na escuridão protetora da casa. - Ranzinza e impaciente, mas reclamei do que vivi ao seu lado. Fui lente azedo em sua boca, sem jamais tratá-lo com o carinho devido a um marido. E agora ele ri, para fazer-me saber que melhor estar na eternidade, do que comigo.
Assim dizia, e assim havia sido. Porque na vida era dura e os afazeres áridos, esquecera de ver as coisas boas que entremeavam seu cotidiano. E mesmo agora, ao levantar a cabeça atrás do grito da ave, não o havia feito para admirá-la, mas para amaldiçoá-la por defecar nas suas roupas estendidas.
Como se o marido a tivesse mordido com seus brancos dentes, cravou-se na alma da mulher a lembrança daquele riso, e abriram-se seus olhos para as delicadezas até então ignoradas.
Acendendo a lamparina ao escurecer, a filha do homem disse uma noite para a mãe:
- Meu pai riu para mim.
E mais não disse, porque o que lhe ia no pensamento era tão precioso que só a ela cabia. Secreta, latejava nela a certeza de que, ao passar para o outro lado da vida, o pai havia finalmente percebido o quanto ela era doce e valente. Seu riso lhe dizia agora que ele não mais lamentava não ter tido um filho varão, mas exibia ao mundo sua alegria por ter tido uma filha a enriquecer-lhe a vida.
As primeiras nuvens anunciando a chuva acavalavam-se no horizonte, quando veio a passar por aquela rua o autor do crime pelo qual o homem fora condenado. E olhando para o alto, viu a cabeça que havia rolado sob o machado em lugar da sua. O sorriso do outro o feriu como lâmina.
- Com que então - murmurou em silêncios - ele, que foi vítima, está feliz e risonho debaixo do sol, enquanto eu, responsável pela sua desgraça, vivo afundando na escuridão da culpa.
Ao tentar fugir de um crime, cometera outro por omissão. E desde então, o peso de ambos o esmagava.
Pensando no riso que ele próprio viria a ter, o criminoso foi entregar-se à justiça.
As nuvens fecharam-se como granito diante do sol, e toda a água retida naqueles meses desabou na escuridão. Entregue ao vento, a cabeça pendente dançou de um lado a outro, sacudiu-se na ponta da sua crina, abriu a boca em último esgar. Até desabar, num estalar de ossos desfeitos, que a trovoada encobriu.

De Marina Colasanti, no livro 23 Histórias de um Viajante. São Paulo, Global. 2005.

terça-feira, 17 de julho de 2007

O mundo volta seus olhos para o Brasil nesta noite de terça-feira

Neste início de noite de terça-feira, foi praticamente impossível não tomar conhecimento da tragédia envolvendo um avião da Tam em São Paulo. O boing vinha de Porto Alegre e na hora do pouso derrapou na pista molhada do aeroporto de Congonhas, indo em direção a um prédio também da Tam. A pista principal, "palco" do acidente, ficou fechada durante setenta dias em reformas.
Até neste momento, trinta e um corpos carbonizados já foram retirados do local, segundo reportagem do BandNews. A redação do canal esclarece também que podem não ser necessariamente passageiros, mas também pedrestes que estivessem na rua quando o avião cortou a via de acesso ao aeroporto.
Por volta das sete da noite, os principais canais de TV do Brasil estavam com imagens aéreas do local, em transmissão ao vivo.
Acompanhe as notícias aqui.
O acontecimento também ganhou espaço na mídia global, sendo manchete nos sites das principais agências de notícias do mundo, como a CNN, a BBC e grandes jornais como o New York Times e Le Guardian, da Espanha.
Mais uma informação: o time do Grêmio deveria ter embarcado neste vôo hoje à tarde. Não se sabe o porquê, mas isto não chegou a acontecer.
Veja como foi o acidente:
Fontes desta pequena pincelada: Folha On-Line, Band News, CNN.com.

domingo, 15 de julho de 2007

Como nossos pais

Ultimamente meu computador anda tão irritante e eu tão ocupado que quase nem passo mais por aqui, nem para ver o stats. O post de hoje, simples e gelado, é de uma música da Elis Regina que anda tocando muito na minha cabeça.
Como Nossos Pais

Não quero lhe falar meu grande amor das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar, eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa
Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado prá nós que somos jovens
Para abraçar seu irmão e beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço, o seu lábio e a sua voz
Você me pergunta pela minha paixão

Digo que estou encantada com uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração

Já faz tempo eu vi você na rua, cabelo ao vento, gente jovem reunida
Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais
Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer que eu 'tô por fora', ou então que eu 'tô inventando'
Mas é você que ama o passado e que não vê
É você que ama o passado e que não vê
Que o novo sempre vem

Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude
Tá em casa guardado por Deus contando vil metal
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos

Nós ainda somos os mesmos e vivemos
ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
como nossos pais

domingo, 8 de julho de 2007

+ Milagres no photoshop

Já coloquei diversos vídeos sobre essas maniupulações que nos deixam de queixo caído, mas sempre aparece alguma novidade. Dá uma olhada:

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Sweet Music Video

Como já diz, "apenas desligue seu cérebro e curta o show".

Dica do S&H.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Jovem rotina

Incrível como as semanas têm passado rápido por aqui. Não sei se é apenas uma questão de organização (deveria estar estudando ao invés de estar aqui) ou se mesmo as coisas estão fora de controle, mas ultimamente não tenho muito tempo para pensar em outras coisas fora da minha rotina. E que triste é admitir ter uma!
Adolescentes cheios de energia e idéias gabam-se da vida movimentada, grandes curtições, tempo livre, altas horas na internet, festas no sábado à noite, nenhum relógio que marcando a hora (certa) de se divertir e sempre fazer coisas diferentes (sem planejar nada).
As coisas não são mais assim.
Hoje mesmo estava eu num papo inesperado contra a rotina que está por vir. Aquela do faculdade-casa-faculdade ou estudar-estudar-estudar - ou depois ainda trabalho-filhos-casa - num interminável ciclo de atividades que, dizem por aí, faz a felicidade. Reclamando de que não é bem essa rotina medíocre que queremos, pensamos em como as coisas poderão ser diferentes. E fez-se o silêncio. Silêncio por que não deu pra imaginar uma vida muito diferente daquela das pessoas que amamos, e que vemos: são felizes.
Voltando ao tempo real, vimos também o tamanho da rotina na qual já estamos metidos. No escola-trabalho-outras coisas seqüênciais de nossa semana há também tempo para sair da rotina, claro! Estupidamente nessas horas sempre se faz as mesmas coisas.
O fato da rotina estar aí é que nos faz ter a sensação de que estamos jogando fora nossos segundos na Terra. E isso dói. Dói porque é muito difícil mudar; dói porque sabemos que estamos fazendo sempre a mesma coisa; e, principalmente, dói porque tudo isso funciona e deitamos com um bom grau de satisfação.
Os últimos março, abril, maio e junho na escola, junto das pessoas que mais gosto de estar, já foram. A mesmice roubou aquelas horas de fazer valer à pena e continuamos preocupados com a prova de matemática que está marcada. Nossos compromissos não nos permitem tempo de tentar fazer diferente.
Dizem que a globalização é que fez isso com a humanidade, e provavelmente você também já se queixou de que seus dias são todos iguais. Eu tenho feito isso com certa freqüência, tá até virando rotina! Afff...
E pensar que ainda vou sentir falta desses meus últimos meses sempre iguais!