Hoje fui ao cinema assistir Juno, filme que mostra a gravidez de uma guria de 16 anos beem diferente daquelas que estamos acostumados a ver por aí. O longa é ótimo! Dei muitas risadas e também fiquei com o nó na garganta; mas vale mesmo pela originalidade. Os créditos iniciais são incríveis, a trilha sonora é muito boa e os personagens são intensos, cheios de sentimento.
No final de tudo, acabei vendo (de novo) como as pessoas são importantes umas às outras. Juno mostrou isso: precisava de compreensão, tolerância, coragem e dignidade. Seres humanos precisam tanto de seres humanos!
Até então não tinha me importado em ter ido ao cinema sozinho - faço isso quase sempre -, mas depois de ver as outras pessoas conversando, conhecendo, namorando, se divertindo... senti uma tremenda vontade de ter os meus amigos do meu lado, ou de ter alguém que eu pudesse curtir até enjoar.
Mais sozinho eu fiquei porque minha linha de pensamento tomou rumos catastróficos! Com qualquer um: existem pessoas que você vê todo o dia, acostuma com a presença delas e sempre tem em mente uma possível conversa para fortalecer os laços - mas sabe que tem tempo, afinal elas sempre estão aí. Daí de repente alguém some depois de meses e você descobre que não sabe da família, das preferências musicais, dos livros de cabeceira, das férias dos sonhos. "Tão próximos e tão distantes" é o que dizem por aí.
Comigo já aconteceu isso algumas vezes; isso de acreditar que sempre teremos tempo e perceber como deixamos escapar todo o potencial de convivência e amizade. E eu odeio! Odeio não ter o que fazer; odeio ter o que fazer e não ter ninguém; odeio ter que odiar sozinho! Ter amigos e não conseguir saber quais são suas expectativas, suas bandas, seus livros, suas visões de mundo.
Sempre consegui fugir de tudo isso vindo pra internet; até que hoje não consegui escrever porque as idéias sumiram também. Ironicamente, nesse exato momento no meu Media Player, Maria Rita canta "agora só falta você/ agora só falta você".
