Depois de receber a tarefa, a monitora da escola "sugeriu" que fizéssemos um círculo e mais alguma coisa que não lembro. E saiu. O círculo estava forma e o pedaço de papel em branco sobre duas classes no centro da roda. Olhares e idéias soltas, nada muito significativo para nosso trabalho. Éramos 28, mas ninguém era iluminado de ter algum pensamento que servisse de sugestão aceita. Até que uma idéia muito doida -- "cada um vai lá e faz um rabisco de olhos fechados" -- se transformou em algo mais real: cada aluno vai até o cartaz e faz um desenho. Depois a gente via o que fazer. Enquanto cada um desenha qualquer bobagem, desde estrelas, símbolos, até sinais de pontuação e árvore, a idéia do "ser estudante" se desenvolveu e escolhemos nossa proposta-título: ser estudante: liberdade de expres²ão. Com isso começaram a se formar fórmulas químicas, gráficos, pérolas docentes, bolas e outras coisas ligadas a nossa rotina escolar. Depois vieram as cores, e cada um contribuiu pintando alguma parte. E também as assinaturas. Finalmente:

No início, ninguém tinha iniciativa, mas todos aceitamos uma idéia incomum. Com o tempo todos aderiram a causa, contribuíram e fizeram questão de assinar um dos cartazes mais criativos da escola nesse dia. Ficou muito amador, mas completamente de acordo com o que escolhemos. Cada um fez o que quis, pintou da cor que achava melhor; teve sua liberdade de se expressar. E, apesar daquelas típicas situações socias -- grupinhos, diferenças, olhares atravessados --, conseguimos trabalhar juntos e o resultado superou expectativas. E de novo aprendemos que juntos podemos fazer mais e melhor. Integração e lições que nenhuma aula conseguiria.
