quarta-feira, 12 de março de 2008

Sweeney Todd

A janta que espere cinco minutos. Cheguei agora e tenho que aproveitar enquanto Sweeney Todd: o barbeiro demoníaco da rua Fleet ainda está "fresco".HFX-Movies-Todd700

Não tenha dúvida, se Warner e Dreamworks se juntam e colocam Tim Burton na tela, simplicidade e banalidade não é. Realmente, não tem como uma produção destas passar despercebida.

Vencedor do Oscar de Direção de Arte, o filme tem uma fotografia e um ar incrível. A forma como Londres é retratada logo de início dá uns calafrios, mas não é nada comparado às cenas nojentas que se seguem quando Johnny Depp começa a decapitar seus clientes.

Mas isso ainda nem é o ponto principal. O filme é um musical. Então as pessoas não falam, elas cantam toda hora; e falam tanto quanto deveriam estar cantando. Às vezes o fato de transformar tudo numa enorme canção irrita um pouco - mas a gente acostuma.

E o que dizer de Alan Rickman, pra mim o eterno Prof Severo Snape. Seu jeito sutil de encaixar pequenos detalhes para compor o personagem foi uma das minhas coisas preferidas no filme.

Porém, depois de tantos assassinatos - e mesmo de um longa tão cheio aos olhos - eu acabei ficando meio infeliz. Você tá assistindo e o filme terminou, sem nenhum aviso, sem nenhum depois. E daí desperta um pouco da dor ao ver tantos personagens morrendo pra virarem tortas.

Não tenho, afinal, uma opinião clara. Eu gosto de Tim Burton e de seu humor negro, gostei do filme, das músicas, da cena onde eles avaliam as pessoas da rua em sabores... Mas pra quem não estava esperando algo meio sensacional, bom, eu ainda estou esperando.