terça-feira, 25 de março de 2008

Rafinha ganha e BBB consagra sucesso

0,,14307229-NDP,00 Não lembro a última edição do Big Brother Brasil que deu tanto o que falar quanto esta última. Confesso que acompenhei muito pouco - mas muito pouco mesmo - todo o desenrolar do jogo, mas tinha meus favoritos: Natália, a gaúcha linda e gremista (e quase minha vizinha!), e o Rafinha que achei bacana desde aquelas primeiras vezes que assisti.

E não digo isso agora que ele ganhou, já tinha afirmado minhas escolhas faz algumas semanas. Mas somente nestes últimos dias fiquei sabendo da sorte que o guri tem. Ganhou computadores, carros, moto e entrou na casa "por acaso" - como dia o Bial: "substituto do substituto de um selecionado". Sorte mesmo, principalmente levando-se em conta que ganhou 1 milhão de reais por uma diferença de 0,15%.

Como não assisti aos programas, não sei dizer o que atraiu tanto o público e a mídia para esta edição em especial. Mas acho que foi a complexidade de casos e emoções envolvidos. Por exemplo, todos viram muitas vezes o médico Marcelo se fazendo de vítima, muitas vezes até usando sua opção sexual como desculpa. Só que a mídia nem chegou perto de qualquer comentário.

Bom, vamos levar em conta que o acontece por lá é real; não há marmelada nenhuma em nenhum momento. Daí dá pra dizer que o jogo tem emoção. Mas com marmelada ou não, os participantes são colocados ao limite durante o jogo e isso não posso negar.

Hoje, na última meia hora de programa, quando sentei na frente da TV, fiquei pensando em como um programa desses faz bem para algumas pessoas: simplesmente você esquece o mundo lá fora OU analisa friamente aquelas atitudes e abraços e beijinhos e faz uma cruel relação com a sua realidade.

De qualquer forma, a coisa que me deixou mais realizado, além da vitória do Rafinha e de ver a Pitty na TV, foi o ganhador quase nem dar bola pra sua concorrente ao saber do prêmio, sair correndo e gritar "eu tô rico, eu tô ricooo". Não sei por que, mas soou como um deboche pra mim.

A Globo.com simplesmente foi derrubada pela quantidade de votos da noite: 75.637 mihões. Claro que esses 75 milhões não foram todos pela internet, metade disso - pra ser otimista - foi por SMS e telefone. Com o preço da ligação a mais ou menos 30 centavos, isso soma R$ 11.345.550,00. Desse valor, no mínimo metade é da Rede Globo. Nada mal pensando que ainda tem os patrocinadores normais do programa, os anunciantes de hoje, os anúncios no site do BBB. Bom, o Rafinha tá rico, a Globo tá um pouco mais. E o povo?

Imagino quanta gente não compra um jornal pra saber os rumos políticos e econômicos do país e faz dez ligações pra pagar alguém que nunca vai ver na vida. Sim, esse discurso já é velho. Mas pensa só?! Com certeza, algumas pessoas vão dormir muito felizes hoje.

Ah, e já foi declarado BBB9. Não é de hoje que o reality show virou a atração televisiva do verão. E parece que vai continuar assim, ou o Boninho vai levar adiante a idéia de fazer um com pessoas famosas... Isso me lembra alguma coisa.

E uma última: o Rafinha disse "obrigado Brasil"??