A maioria dos adolescentes que conheci (enquanto adolecentes) disseram da dificuldade dessa fase "essencial" da vida, de todas essas complicações com pais, horários, amigos, inimigos, dinheiro, ficantes, futuro e mais todas aquelas coisas. Já os adultos sempre falam que o adolescente vive fazendo tempestado em copo d'água, etc etc, esquecendo-se que também já passaram por isso um dia.
O mais estranho é que a maioria dos atuais adolescentes parece não estar assim tão a par do que se passa - e falo isso um pouco por mim também. Estão todos tão preocupados com festa que deixam pra trás valores de extrema importância, que nos fazem ser pessoas com dignidade e moral; vivem de roupas caras, saem todo o final de semana e gastam dinheiro, gastam tempo, gastam a bondade dos outros. Ou seja, não têm conteúdo nenhum.
Ao mesmo tempo, no outro extremo, existem aqueles perfis de perfeição politicamente correta: dormem cedo, jantam com os pais, saem pouco, vão à missa todos os domingos, assistem o Fantástico, ficam quietos. E não tem nenhuma história para contar.
Mas que tipo de texto dissertativo-argumentativo é esse?
Bom, eu não tenho o que defender ou argumentar. Só tenho que falar mesmo da falta que fez (e faz) um bom livro, um bom disco, um bom filme legendado. Talvez a falta que fez (e faz, aí sim é com certeza) a presença dos pais.
E que coisa louca é o comportamento humano!
Quantos jovens se transformam em rebeldes faces para protestar a amargura de suas vidas; quantos se dizem diferentes pois têm a opinião mais correta; quantos afirmam estarem sozinhos, e quantos estão, e por quê?
Já dizia um texto de prova de português que quanto mais o adolescente entra no jogo de ser diferente, mais ele se torna igual a todo mundo. Então saiba, se você é adolescente, que todo o jovem que se acha igual a todo mundo é sim igual a todo mundo. Caso você se ache diferente, bem vindo aos grupo dos que se acham diferentes de todos, ou seja, você também é igual a todo mundo.
Culpa do capitalismo? Da televisão? Da internet? Sei lá. A cultura massificante é mesmo uma coisa muito cruel. Quando você sabe que têm de fugir dela, ela já te pegou.
Por fim, o meu pedido que já tempo não repito: vamos educar nossas crianças!
