Normalmente, grandes tragédias representando grandes mudanças de pensamento se tornam datas comemorativas conhecidas e celebradas mundialmente. Com as mulheres foi mais do que isso. A data se tornou símbolo de luta por direitos iguais e pelo reconhecimento que elas merecem, o que nem sempre é o que acontece.
Pois é, o passado marcou a mulher como um ser frágil, uma pessoa para ficar em casa e cuidar dos filhos (muitos, diga-se de passagem). Porém a mulher superou esses conceitos e está cada vez mais presente na sociedade, mostrando sua cara. É verdade que aquela competitividade entre homens e mulheres ainda existe e, mesmo diminuindo um pouco a cada dia, vai durar muitos anos. Mas elas estão conquistando seu espaço.
E esse espaço está se expandindo a bastante nas profissões. Atualmente não existe mais aquela história de que algumas coisas são só para homens; a mulher está podendo ser o que bem quiser! Não importa se for limpando banheiros ou levantando as ações de uma grande transnacional, a mulher pode estar, está e é capaz de estar em qualquer lugar no mercado de trabalho.
Mas o que mais me fascina, além da força de vontade de vencer das mulheres, é a forma de amor que estão sempre dispostas a oferecer: um amor cheio de carinho e determinação - elas sabem o que querem. No caso das mães, um amor com muita paciência também; um amor que aquece, conforta, anima e dá força para continuar em frente.
Amor esse, dessas mulheres, que muitas vezes é substituído pela tristeza, e por que não dizer falta de esperança. O sofrimento de uma perda ou até mesmo as dores da violência doméstica. Covardia pura que invade nossos jornais e, apesar de tantas homenagens neste dia único, nos faz pensar quantos motivos temos para comemorar, ou não.
As mulheres precisam ser mais reconhecidas, mais valorizadas. Tudo bem que de vez em quando elas enchem o saco (com o perdão da expressão), mas o que seria do nosso planeta sem as mulheres? Mulheres precisam ser elogiadas. A elas devemos boa parte do que somos hoje.
O texto "Mulheres de Amor" foi escrito originalmente em 2005; repensado, reanalisado e reescrito em 2007 sob o título "Mulheres".
