Neste final de semana chegou aos cinemas brasileiros um dos maiores sucessos da temporada: Borat. O filme, estrelado por Sacha Baron Cohen, satiriza a mania do politicamente correto - algo que não será tão inédito para nós que conhecemos o Pânico.O personagem foi criado pelo próprio Sacha Baron Cohen, um comediante inglês, e agora foi adaptado para o cinema sob o título "Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América". A comédia traça um perfil da cultura norte-americana, muitas vezes construída sob mera aparência, revelando falsidades e preconceitos - mas sem perder o bom-humor.
Com orçamento de US$ 30 milhões e insegurança na hora do lançamento, a Fox já arrecadou cerca de US$ 250 milhões em todo o mundo, sem falar que este é uma das comédias mais comentadas dos últimos anos, pois, como a imprensa insiste em dizer, Borat traz um jeito inédito de fazer comédia.
Bom, não sei se eu entendi muito bem, mas parece que o personagem entrevista por aí pessoas "normais", ou seja, reais, como se ele estivesse fazendo um "Globo Repórter" sobre os Estados Unidos para uma TV do Cazaquistão. Tais entrevistas reais renderam já centenas de processos de participantes dizendo que se sentiram ridicularizados. Ofendidos ou não, de verdade ou não, parece que Borat vale a piada.
