Hoje é um dia muito especial para nós. É o fim de uma grande e importante etapa; e o começo de outra. Todo este tempo juntos, tantas lembranças, tantas reuniões... demorou! mas estamos aqui.
Não há como explicar todas as dificuldades por que passamos. Desde a época em que nossa preocupação era fazer o tema antes da novela das sete; até o sufoco para passar de ano. E, mais recentemente, as reuniões, os encontros (e os desencontros) para realizar um projeto um tanto quanto ambicioso para simples alunos: fazer uma formatura que marcasse para sempre, tomando frente e se virando como podíamos.
Importa pouco o quanto ouvimos de "utopia" ou de "não vai dar em nada". De verdade, o que levamos daqui para adiante são grandes lições e grandes lembranças.
Lembranças das aulas intermináveis, das aulas divertidas, das aulas cheias de informação, das aulas cheias de bagunça. Das conversas mais polêmicas, mais cheias de besteira ou mais inúteis. Lembranças dos nossos professores, de seus exemplos, da nossa amizade. Amizade que foi em muitos momentos mais importante que o conteúdo e, com certeza, mais significativa. Grandes parceiros esses professores. Só quem esteve dentro da sala de aula pode saber realmente o quanto éramos ligados, o quanto eles sabem, o quanto eles contribuíram para nosso crescimento.
Lembranças de toda escola: da conta exorbitante no bar; dos "xixis" no corredor quando deveríamos estar na sala; das pessoas que mesmo não tendo uns períodos por semana com nós estiverem sempre lá, rindo, sorrindo, e fazendo um chá se fosse preciso.
E os colegas então... Nem posso começar a falar o que eles representam na história de cada um – o apoio, o sustento, os outros integrantes do time. Antes de colegas, os amigos. Os colaboradores, os confidentes, os companheiros, os conselheiros. Trabalhos, compromissos, dores, segredos, copos e emoções compartilhados, todos os dias. As pessoas que continuam sempre iguais, mesmo quando a gente se vê rapidinho no domingo à tarde, ou fala pelo MSN.
Sabe quando você se dá conta que é o último ano de escola?! Vem aquela vontade de tentar coisas diferentes, daí a gente pula o portão, não se preocupa com notas uma vez na vida, ajoelha pra agradecer a última prova de todas que passou. Chega o último dia de aula de verdade: os professores falam que foi uma turma boa, que foi muito dez. Vêm as despedidas, ainda que alegres, mas a gente não quer mais sair do Carneiro de Campos.
Sem dúvida, ao lembrar de tudo isso estaremos mais do que satisfeitos e felizes, afinal, a tudo isso somam-se nossas grandes conquistas.
Por falar em conquistas, este foi um ano cheio. Não apenas concluir o Ensino Médio, o que já é algo memorável, mas tudo o que conseguimos. Talvez nossa maior alegria – ou proeza –, depois desta formatura, tenha sido a Escolha da Rainha dos Estudantes 2007. Se há algum exemplo de sacrifício com bons resultados, é este. Inseguros, entramos no barco de montar um concurso a partir do zero; nos descabelamos, passamos noites em claro e corremos muito, mas o final valeu à pena: a festa, que só aconteceu graças à parceria com o Carlão e com o Juce, foi um sucesso, e o concurso se tornou exemplo de organização, empenho e seriedade.
Toda essa história do concurso rima com o trajeto que termina hoje. Essa nossa mania de formatura nos fez aprender muito sobre responsabilidade, paciência, aceitar e respeitar os outros e suas idéias. Vimos que contentar todos é realmente uma missão impossível, mas que todos, quando querem, podem fazer coisas incríveis.
Isso me lembra uma canção do Humberto Gessinger que diz: “Seria mais fácil fazer como todo mundo faz/ Sem sair do sofá, deixar a Ferrari pra trás/ Como todo mundo faz/ O milésimo gol sentado na mesa de um bar/ Mas nós vibramos em outra freqüência”, e por aí vai. Por todos esses anos, digo com certeza que meu maior orgulho são vocês, meus amigos, colegas e professores, porque escolhemos, fomos até o fim, e conseguimos.
Este é a realização de um sonho construído ao longo de nossa vida escolar. Todos, pais e professores, fizeram parte dessa jornada. A vocês, nosso eterno muito obrigado!
Por fim, principalmente nesses três anos, construímos laços que vão durar a vida inteira; aprendemos coisas que não se encontram em livros; e, sim, podemos nos dizer prontos para a próxima etapa: o mundo lá fora. E se não for possível, a gente tenta.
