Outro dia li qualquer coisa na internet (ou numa revista, não lembro) sobre a quantidade de blogs, por que surgem tantos e onde vai parar tudo isso. Segundo o Technorati, em março deste ano o número passava dos 72 milhões. A pergunta chave - que eu já devo ter feito em algum outro post - é "quem, afinal, lê tanta gente?".
O interessante do artigo é que ele não só trata da quantidade inimaginável de arquivos que entopem a web, mas também dos assuntos que preenchem todas essas páginas. Em certo ponto, ele diz algo parecido com "hoje, todos os que se sentem injustiçados, diminuídos ou simplesmente acordam de mau humor podem criar um blog e gritar; gritar tudo o que pensam e descarregar sua raiva e sua dor; gritar em silêncio e, quem sabe, alguém algum dia vai ler aquilo".
Dolorosamente, isso faz sentido. E, polemicamente, faz a blogosfera pensar nos rumos que está tomando e no que está se transformando: um poço de desabafos. Sim, é muito esquisito dizer isso. Mas, com um pouco de pensamento sobre o assunto, percebi o quanto dos meus posts são desabafos e foi assustador. Este, inclusive, era pra ser um desses gritos (sobre como as coisas acontecem e a gente não pode fazer nada - casando minhas idéias da tarde com o episódio de Lost de hoje e minhas outras idéias da noite). E, nem eu sei por que, virou esse trato jornalístico sobre mais uma tendência que provavelmente será apontada daqui alguns anos, um tempo de "emoblog" ou qualquer coisa do tipo. Ah, mas isso não é nada... Tô aqui pensando também que lá se irá mais um post pro desconhecimento, pra perda, pro fundo da web. Depressão.
